segunda-feira, 27 de maio de 2013

Brasão de Armas e a Origem das Famílias Queirós e Ramalho

A história destas duas famílias está emaranhada, ao menos é o que se especula quando analisados os dois brasões de armas. A única diferença de um para outro é a mudança de cores do leão do escudo.
O Armorial Lusitano confirma isso ao citar que os da família de Quíros (grafia espanhola de Queirós) tem por ancestral o Príncipe Constantino, filho dos Imperadores de Konstantinoúpolis e de sua mulher, Dª. Galinda Bernardo, que é filha de D. Bernardo del Cárpio e de Dª. Gosinda, que por sua vez é filha do conde D. Sancho Díaz de Saldaña e da Infanta Dª. Jimena (ou Ximena), que é filha do Rey D. Froila (ou Fruela). 
Os linhagistas por varonia fazem como 4º neto do casal tronco Constantino-Galinda, Gonçalo Bernardo de Quíros, sexto Senhor de Quíros nas Astúrias, cavaleiro da Ordem da Banda, Conde de Santo Antolim, embaixador do Rei D. Henrique II de Portugal ás cortes da Inglaterra em 1373, e libertador da cidade espanhola de Oviedo, que se encontrava sobre o jugo do Conde de Valença, pelo que ficou seu governador. Gonçalo teve de Dª. Maria de Nava, filha dos condes de Nava: Guterre Gonçalves de Quíros, sétimo Senhor de Quíros nas Astúrias, Conde de Santo Antolim, alferes-mor do Rei D. João I de Portugal, durante a batalha de Aljubarrota, trazia a bandeira real nos braços que foram cortados na ocasião, pelo que então a trouxe nos dentes até a sua morte. O soberano português concedeu aos filhos que Guterre teve Dª. Sancha Queixada, filha dos senhores de Vila Garcia, Condes de Pena Flor a regalia de ele e seus descendentes serem enterrados na capela real de Toledo e fez mercê de poderem apresentar o arcediago de Gondim na Sé de Oviedo.
Os genealogistas fazem de Fernando Álvares de Queirós, fidalgo galego, irmão consanguíneo de Gonçalo, que foi a Portugal quando D. Fernando I lá já reinava. Para mais informações, acesse o site Sabe somos parentes (http://bit.ly/16iwwDP).
E isto faz sentido, já que segundo o Armorial Lusitano, quando este passou a terras lusitanas, o soberano reinante citado lhe concedeu mercês de uns pisões e azenhas no termo do Alcácer do Sal em 20/11/1378. Algum tempo depois, o Rei D. João I de Portugal deu ao fidalgo galego os senhorios de da Guarda e de Valhelhas. Fernando teve de Dª. Elvira de Castro (filha de D. Álvaro de Castro e de Dª. Maria Ponce de Leão): João de Queiróz que morreu sem geração, por morte de seu irmão Dª. Leonor Álvares de Queiróz ganhou as vilas de Valhelas e Barrelas, foi casada com Vasco Fernandes de Gouveia, alcaide-mór de Castelo Branco, senhor de seus direitos reais, e de Valhelas, Almendra, Castelo Bom, Lorica, Alvoco da Serra, Verdelhos e Gouveia.
O casal Vasco-Leonor teve João de Gouveia (dono de todas as terras de seus pais) que se casou com Leonor Gonçalves de Ataíde e teve: Ana de Gouveia que foi casada com Gonçalo Anes de Ramalho que tiveram por filho, Fernão Álvares de Queiróz, que por sua vez é pai de Branca Anes de Queiróz, que foi casada com Gonçalo de Queiróz (isto no século XV).
E é destas últimas três uniões citadas, que os Ramalho passaram a usar as armas dos Queiróz, com a devida mudança de cores.
O sobrenome Quíros possui origem toponímica por derivar da cidade espanhola de mesmo nome.
  • Concejo de Quíros, situado na Comunidade Autônoma do Principado de Asturias;
O escritor espanhol Xosé LLuís García Arias (1945-) acredita que o sobrenome Quíros deriva da palavra romana kar que significa pedra ou rocha. Porém não descarta que derive do antigo proprietário romano de tais terras, Caridosus.

Escudo d'Armas dos Queiróz: esquartelado: o 1º e o 4º de prata, com seis crescentes de vermelho, 2, 2 e 2;  o 2º e o 3º de prata, com um leão vermelho. Timbre: o leão do escudo.
Escudo d'Armas dos Ramalho: esquartelado: o 1º e o 4º de prata, com seis crescentes de vermelho, 2, 2 e 2;  o 2º e o 3º de prata, com um leão de púrpura. Timbre: o leão do escudo.

Fonte: Armorial Lusitano, págs. 455-457, 460.

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