quinta-feira, 11 de abril de 2013

Os ramos portugueses da família Gurgel do Amaral

Este ramo tem princípio na segunda filha de Ângela e do Capitão João (citada anteriormente).
Vos escrevo sobre Isabel Gurgel Jordão (1650-?), que foi casada com português João Campos de Matos (1636-?), filho de Manoel Matos Rodrigues e Maria Rodrigues. Esta senhora é também conhecida como Isabel Gurgel do Amaral. Sua descendência:
4.4.1. Cláudio Gurgel do Amaral (1680-?), Procurador Geral da Cidade de Lisboa e Fidalgo da Casa Real, se casou com a portuguesa Brites Tereza de Melo. É frequentemente confundido com o seu tio de mesmo nome. Porém, eles são pessoas distintas. Para mais informações, acesse esse artigo do Ancestry Rootsweb (http://bit.ly/ZPjS58).
4.4.1.1. Maria Joaquina Gurgel de Melo, foi casada com Francisco de Mendonça Arrais de Almeida.
4.4.1.1.1. Antônio Félix de Mendonça Arrais de Almeida

4.4.2. João Gurgel do Amaral (1684-?).

4.4.3. José Correia Gurgel do Amaral (1690-?), Juiz de Fora em Valença do Minho e Juiz dos Órfãos do termo de Lisboa e Ouvidor da Comarca de Sergipe de El-Rei. Se casou com Micaela Caetana de Almeida, filha do Sargento-Mór Miguel Monteiro de Sá e Maria Lobo de Souza (irmã legítima de Manoel Lobo de Souza). Para mais informações, acesse esse outro artigo do Ancestry Rootsweb (http://bit.ly/11ZSzu2). 
4.4.3.1. Francisco do Amaral Gurgel (1738-?), Senhor do Engenho de Santo Antônio do Rio Fundo, na Bahia, Brasil. Foi ele quem requisitou o brasão de armas, alegando ser de família de sangue puro, livre das nações infectas, que foi concedido em 9 de Junho de 1769.

Colocando os fatos em pratos limpos, diante da evidência de alguns genealogistas confusos.
O Dr. José Correia Gurgel do Amaral, veio para o Brasil depois de um desentendimento político, conforme essa passagem, o "desaveio com um alto membro do Concelho Privado de sua Majestade e com êle andou aos bofetes." (Código do Arquivo do Conselho Ultramarino, Vol. XIV).
Vindo para o Brasil, já na companhia de seu filho (1.2.1), o Dr. José já era viúvo e casou-se em segundas núpcias em terras brasileiras (desconheço até então os nomes de possíveis descendentes e de sua progenitora).

Baseado em pesquisas e na obra de Heitor Gurgel, autor de Uma Família Carioca do Século XVI.
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Discordo da obra de Heitor Gurgel em dois pontos:
  1. Em supor que todos os Gurgéis nordestinos descendam de Francisco (o que requereu o brasão de armas). Enquanto estudioso e na qualidade de descendente da família Gurgel do Amaral, e também me baseando na obra de Aldysio Gurgel do Amaral.
  2. Esse ramo não teve princípio em Joana (uma das primas de Isabel), que teve um filho homônimo. Aliás aproveitando a oportunidade citarei aqui mesmo, este outro esquecido ramo português da família.
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Acho que este também pode ser considerado mais um ramo português desta família. Segue linhagem (já citada anteriormente, mas pouco enfatizada):

Capitão André de Souza Cunha se casou em segunda núpcias (com uma das primas da sua primeira esposa), Joana Quaresma do Amaral (5.2.4), filha de Manuel Martins Quaresma e Domingas do Amaral da Silva (5.2). E dela teve:
5.2.4.1. Cláudio Gurgel do Amaral, Procurador da Cidade de Lisboa, foi quem chefiou uma representação popular, para que então, em 1731, o rei pudesse iniciar grandes obras no Aqueduto das Águas Livres, com mais de sete léguas de extensão e cento e nove de cantaria, cujos benefícios á Lisboa foram tão grandes que D. João V de Portugal dizia: - "Se Lisboa é grande, se é populosa, só a esta obra se deveu. Sem esta providência, Lisboa jamais passaria dos limites do bairro Afama, onde sòmente havia quatro chafarizes, alguns poços e cisternas." Essa passagem se faz presente em alguma obra do jornalista, escritor, político e historiador português, D. João Francisco de Barbosa Azevedo de Sande Aires de Campos (1902-1982), mais conhecido pelo pseudônimo literário João Ameal, conforme esse artigo do Infopedia (http://bit.ly/10WODb3). E isso faz sentido, porque também era o 2º visconde e 3º conde de Ameal.
Apenas reforçando, segundo Heitor Luiz: "Êste Cláudio era filho de Joana do Amaral e do ilhéu André de Souza Cunha, ela neta de Méssia Duran e, portanto irmã de Francisco do Amaral Gurgel."

P.S.: Desconheço descendentes deste ramo. Talvez Heitor, se referisse a este ramo quando escreveu: "Hoje, neste ano de 1964, pode-se considerar extinto o ramo português da família Gurgel."

8 comentários:

  1. Boa noite,

    Meu nome é Patricia Gurgel e estou em busca de um exemplar da obra de Heitor Gurgel para conhecer mais a fundo minha família.
    Tenho um exemplar da obra de Aldysio Gurgel do Amaral (primo do meu pai)...

    Agradeço por compartilhar mais informações sobre minha familia e, em especial, sobre este livro, uma vez que está esgotado.

    Obrigada.

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    1. Boa noite Patrícia, infelizmente o livro 'Uma Família Carioca do Séc. XVI de Heitor Gurgel' está esgotado já que foi publicado em edição limitada. O consegui (é uma fotocópia/xeróx) foi por meio de um primo distante, já o li e o reli várias vezes.
      Obrigado pelo apoio, desde hoje voltei a compartilhar novas informações aqui no blog! :)

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  2. Ola Patricia, eu vi no site: http://www.skoob.com.br/livro/131307

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    1. Olá Marcela, admirável a sua tentativa de tentar ajudar. Infelizmente se trata apenas de uma ficha catalográfica. Conforme já relatado, o livro foi publicado em edição limitada, há muito tempo esgotada. :(

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  3. Residência do Dr. Heitor Gurgel, em 14 de julho de 1943, com o Demerval Rodrigues de Moraes SEcretario de governo de Dr Amaral Peixoto

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  4. Marcio Moraes Mendes , no meu facebook tem algumas fotos do Dr. Heitor Gurgel
    https://scontent.fbsb1-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/13336119_10208007757969604_5011541380676499580_n.jpg?oh=634c42612f32e8f81e5f8276d8509e84&oe=57D3CAC6

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  5. Agromood@oi.com.br 21 9 87243104 oi e whatsap

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    1. Olá, li seu comentário e já enviei um e-mail para você. Infelizmente o conteúdo do Facebook não está mais disponível.

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