O português Antônio de Azevedo Roxas era filho de Afonso João Roxas e
Antônia Azevedo. Antônio se casou em 1646 com Antônia do
Amaral Gurgel (1622-1671), filha do Capitão Toussaint Grugel e de Domingas de Arão do Amaral.
De acordo com o testamento do referido luso citado no Rootsweb (http://bit.ly/2yBSfsS), teve 10 filhos, sendo que apenas cinco sobreviveram, até o momento conheço a identidade de apenas três.
E conforme a obra Baú de Ossos de Pedro Nava (http://bit.ly/2xPSyMT), João era médico e morava na esquina da Rua General Câmara com a Rua Quintanda, e por esse motivo tal cruzamento era conhecido como Canto do Roxas.
Considerando tais informações é válido afirmar que o Dr. Antônio deve ter sido conhecidíssimo no seu tempo. Vale mencionar que ás vezes grafam seu último sobrenome assim "Roxão".
E a respeito da rua em que residiu o referido médico colonial, tal rua teve vários nomes ao longo do tempo:
- Caminho de Gonçalo Gonçalves, no seu trecho inicial nas marinas;
- A partir das proximidades da Candelária era conhecida como "rua que vai para o Cruzeiro da Candelária";
- Rua do Azeite, pois era nela que comercializavam tal produto (geralmente de baleia) para iluminar as ruas da cidade;
- Rua do Sabão, no trecho onde predominava os estabelecimentos que comercializavam tal produto;
- No cruzamento com as ruas Ourives e São Domingos era denominada como Rua Bom Jesus, devido a Igreja do Senhor Bom Jesus do Calvário no canto com a Rua Vala;
- E do campo de Santana até o seu fim se chamava Rua dos Escrivães devido a existência de muitos cartórios ao longo desse trecho;
E a partir do segundo dia do mês de abril de 1870 passou a ter a atual denominação em homenagem ao vencedor do arroio Aquidabã, o Marechal José Antônio Corrêa da Câmara (1824-1893), também conhecido por ter sido o 2º Visconde de Pelotas.
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