Antônio Carlos Jucá de Sampaio, em A produção política da economia: formas não-mercantis de acumulação e transmissão de Riqueza numa sociedade colonial (Rio de Janeiro, 1650-1750) disponível aqui (http://bit.ly/2xUQQKn), explica que durante o século XVII era relativamente comum dar "partidos de cana" como dote de casamento, e que na sociedade fluminense desse período houveram nove casos noticiados (13,6%). Dentre, eles o de Diogo Fonseca para o seu futuro genro, o Sargento-Mór Diogo Cardoso de Mesquita em 1662.
Naquela época, era incomum os dotadores oferecerem um engenho (inteiro) para o novo casal. Seja o dote um engenho, "partidos de cana", imóveis (casas e terrenos), etc. Antropologicamente escrevendo (
A nomeação de militares na América portuguesa: Tendências de Império negociado (http://bit.ly/2jha9ve), de Miguel Dantas da Cruz fornece mais informações sobre Diogo:
- Até 1625, prestou serviços militares em lugares da África;
- No mesmo ano, prestou serviços militares na Bahia, Brasil;
- De 1640 até algum período futuro indeterminado, prestou serviços militares no Ceuta (Sebta / سبت ) e Mazagão (atual El Jadida / الجديدة);
- Era Capitão da Fortaleza de Santa Cruz da Barra do Rio de Janeiro;
- Foi agraciado com o título de cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz;
- E que nasceu no Reino de Portugal e dos Algarves;
- Diogo foi nomeado capitão da referida fortaleza acima mencionada em 17/05/1663, pelo Governador-Geral do Brasil, Francisco Barreto de Meneses;
- Em 20/04/1656, Diogo foi armado como cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz;
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