terça-feira, 5 de setembro de 2017

Interpretando as entrelinhas de Claude Antoine Bensaçon

Embora Claude Antoine Bensaçon, não tenha tido geração nenhuma do seu primeiro casamento com Isabel do Amaral Gurgel, filha de Toussaint Gurgel e de Domingas do Arão Amaral.
Até que há certo conteúdo pra especular partes de sua vida, juntando pedaços encontrados aqui e ali nos mares virtuais.
Claude nasceu em 1604 lá em Bensaçon, Bourgogne-Franche-Comté, France. Considerando que o seu sobrenome é esse, muito provavelmente nasceu nessa cidade, portanto, seu sobrenome é topomímico.
Foi filho do casal Claude ou Antoine Bensaçon e de Jeanne de Sollier. O nome de seu pai é mera especulação pessoal (eu aposto na segunda opção por ser mais popular e comum), considerando que seu nome era composto, e que naqueles tempos o nome dos filhos, ás vezes remetiam ao de antepassados diretos (pais, avos...) e até mesmo parentes (tios, tios-avos, primos...)
Enviuvando de Isabel em 1654, Claude contraiu novas núpcias com Maria Carvalha (1650-1702), que por sua vez após o falecimento de Claude, foi casada em 1678 com o português natural de Lamego, o Capitão Pedro Fernandes Amado em (1648-1702), filho de Paulo Fernandes e Isabel Amado. Tais informações estão de acordo com o portal Geneall (http://bit.ly/2j1Ff9M). O casal não teve descendência.
O que esse francês fazia aqui no Brasil? Mafalda Soares da Cunha no capítulo 6 do Volume 1 da Coleção Brasil Colonial (http://bit.ly/2gEctI8), na página 299... Comenta que foram concedidas sesmarias a franceses que se desligaram do projeto de Nicolas Durand de Villegagnon, a França Antártica pois eram mão de obra especializada nas artes mecânicas de origem alemã, francesa e flamenca (metalurgia, mineração e farmácia por exemplo).
Eu discordo dela em afirmar isso sobre Claude, devido ainda não ser nascido quando ocorreu essa tentativa de colonização francesa... Já seu pai Antoine Bensaçon faria bem mais sentido, não?
Vale mencionar, que assim como na Roanoke Colony misteriosamente desaparecida em terras estadunienses, não eram apenas homens que vinham para terras brasileiras, mulheres, crianças também, em síntese, famílias que queriam tentar uma vida melhor longe da complicada Europa daqueles tempos.
De quem eram as terras que Capitão Pedro Fernandes Amado doou em 1718 a Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro? Essas respostas estão no site do falecido geógrafo Maurício de Almeida Abreu que possui uma série de arquivos denominada como Banco de Dados da Estrutura Fundiária do Recôncavo da Guanabara (http://bit.ly/2vJPeqp). Pedro as herdou de sua mulher, Maria Carvalha que por sua vez as herdou do seu primeiro marido, Claude, que as tinha comprado em 1652 do General Salvador Correia de Sá e Benevides.
De acordo com um artigo de Abreu, Um quebra-cabeça (quase) resolvido: os engenhos da Capitania do Rio de Janeiro - Séculos XVI e XVIII, estudo do geógrafo acima citado (http://bit.ly/2eJdxxc). Claude juntou essa compra com outra feita anos depois: adquiriu sobejos de terras na testada do rio de Maragoí lá pela vizinhança do Engenho São Bento em Mutuá, de Dona Catarina Antunes, viúva de Bartolomeu Ferreira de Morais.

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