quinta-feira, 1 de maio de 2014

Brasão de Armas e a Origem da Família Sousa / Souza

A origem dessa família na Península Ibérica, remonta ao tempo dos reis godos.
D. Gomes Echigues (1010-1102), era governador das comarcas de Entre-Douro-e-Minho, senhor de Felgueiras, perto do mosteiro de Pombeiro (o qual fundou e onde jaz).
D. Gomes governava tais terras por ter derrotado com uma lança o Rey de Castilla, D. Sancho. E por tal motivo, D. Fernando o nomeou para governar tais terras.
D. Gomes comprou esse senhorio de Paio Moniz em 1040 pelo preço de dois bons cavalos. Teve da viúva Dª Gontrode Moniz, filha D. Múnio Fernandes de Touro, que por sua vez era filho do Rey de Castilla, D. Fernando e de Dª Ximena (sua cunhada).
Do casal Gomes-Gontrode procede o filho D. Egas Gomes de Sousa, senhor das terras de Sousa, de Novelas e de Felgueiras, além de ter sido governador da mesma comarca que seu pai.
D. Egas se casou com Dª Flâmula Gomes (também conhecida como Dª. Gontinha Gonçalves), filha de D. Gonçalo Trastamires da Maia e Dª Mécia Rodrigues. Dª Flâmula era trineta do Rey de León, D. Ramiro II. As gerações seguintes continuaram a usar o sobrenome.
Dª. Maria Pais Ribeiro, senhora de Sousa é sexta neta do casal Egas-Flâmula. Dª Maria foi casada como D. Afonso Diniz, filho ilegítimo do Rei de Portugal, D. Afonso III com Dª. Maria Pires da Enxarada (dando início aos Sousa, senhores de Arronches).
Dª Inês Lourenço de Valadares era prima coirmã de Dª Maria Pais Ribeiro, portanto, também era sexta neta do casal Egas-Flâmula. Dª Inês foi casada com D. Martim Afonso, chamado de Chichorro. D. Martim era outro filho ilegítimo do Rei de Portugal, D. Afonso III, logo, dessa vez com Ouroana (também conhecida como Madragana Ben Aloandro ou Mor Afonso, filha Aloandro Ben Bakr), logo era meio-irmão de D. Afonso Diniz. Dessa união surgiu o ramo dos Sousa Chichorros ou Sousas do Prado.

O famoso João Rodrigues de Sá fez versos para essa linhagem:
De duas armas reaes / com quynas. E com lyoens / Souzas fazem quarteyroens, / por serem fylhos carnaes, / de doys reys por soçesoens. / Duum que tem tal valor / que foy par demperador, / doutro em Portugal seu par, / o prymeyro no reynar / prymeyro conquistador.

O senhorio de Sousa tinha essa denominação por se situar perto do Rio Sousa, o nome desse curso d'água deriva da  palavra latina saza / saxa cujo significado é seixo, alguns historiadores acham mais provável que derive de saucia, cujo significado em latim é pedra, pois não haveria problemas de derivação fonética.
Sousa ainda pode estar relacionado a uma espécie de pombo selvagem e agressivo, típico da região Ibérica que era denominado como "sausa" no século XI.

D. Gomes Echigues é quarto neto do casal, D. Sueiro Bafalguer e Dª. Munia (ou Menaya) Ribeiro, descendente dos condes de Coimbra, e por varonia, ela descendia de Sizebuto, filho de Witissa, penúltimo rei godo. D. Sueiro era filho de D. Fayão Theodo (que por sua vez era bisneto de Flavio Egica, Rey da Hispania) e de Sona Soeira, filha de D. Soeiro, príncipe godo.
D. Gomes passou a usar quatro luas crescentes (cardenas) por ter derrotado o Rei de Túnis em Beja (que utilizava tais armas na sua bandeira).
Vale mencionar que originalmente a grafia era com "z", a versão com "s" surgiu com o passar de poucos séculos (em relação ao surgimento). Optei por divulgar apenas o brasão original.

Baseado em pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia + blog Histórico Brasão de Famílias (http://bit.ly/2AA28t4) + blog Famílias do Brasil (http://bit.ly/2AcAe38) + site Carlos Vilmar (http://bit.ly/2iPOvvi) + Dicionários de Nomes Próprios (http://bit.ly/2AcT3Ds).



Escudo d'Armas dos Sousa / Souza: de vermelho, com uma caderna de crescentes de prata.
Armorial Lusitano: pág. 511.

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