sábado, 9 de março de 2013

Trajetória genealógica

Essa é a minha primeira publicação (e também um relato).
Acho que sempre gostei das ciências ligadas as coisas antigas, tais como: história, genealogia, heráldica, numismática, cartografia e outras
Lembro bem de quando ainda era um menino peralta, e lia a Bíblia com a ambição de fazer uma linhagem completa de Adão e Eva até Jesus Cristo (considerando todas pessoas da Palavra de Deus). Fiz isso diversas vezes sem sucesso. Acho que por ser um garoto (na época), não conseguia interpretar as Escrituras Sagradas da forma correta devido a falta de experiência.
Acho que foi assim, que inconscientemente nasceu o interesse de fazer o mesmo com a minha família. 
Enquanto menino, sempre fiz muitas perguntas desde, ''Porque o céu é azul?'' até ''Como foi que eu nasci?
Um dos muitos comerciais da Futura (canal fechado da Rede Globo), sempre cita o slogan: as perguntas movem o mundo, e não as respostas!
Perdi uma das minha avós (a paterna) quando ainda não era nem nascido e a minha outra (a materna) quando tinha apenas 05 anos.
O fato de não ter conhecido uma e lembrar da outra de forma vaga, me fez querer conhecê-las por meio dos 'interrogatórios' que fazia aos membros das duas famílias. Quase sempre não tinha sucesso nas 'entrevistas' realizadas. Considero-as como umas das minhas primeiras frustrações.
Como sempre gostei de ter respostas, passei a investigar por conta própria. 
Como bom detetive mirim, passei a xeretar documentos da família (os primeiros nomes até então desconhecidos apareciam).
Pesquisava bastante nos livros que possuía e nos que conseguia ter acesso, porém nada achava (eu ainda não tinha internet nessa época).
Tempos depois, veio a internet discada, criei um perfil no saudoso Orkut (a tendência da época).
Foi assim que me aventurei na dimensão virtual, e nela encontrei muitas comunidades e blogs do assunto. Logo percebi que sobre algumas famílias você acha conteúdo de forma bem fácil, e sobre outras nem tanto. Aprendi que se alguém tem o seu sobrenome, esse alguém não é necessariamente seu parente.
Numa das minhas pesquisas (http://bit.ly/1cVwfWx), achei um trecho intrigante que até hoje não esqueço:
"De acordo com o primo Agnor, a família Gurgel é única, ou seja, aonde houver um GURGEL, pode ter certeza que é sangue da mesma origem. Ele também me disse que encontrou no Museu de Ouro Preto - MG, informações sobre um Gurgel que foi companheiro de Tiradentes na luta pela independência do Brasil e, por isso, foi desterrado na época, para a África."
Quis tirar a prova disso, passei então a pesquisar mais sobre o assunto, fiquei feliz quando soube que além de mim, haviam outras pessoas que pesquisavam sobre essa família. Comecei meus primeiros contatos pelos fóruns da internet. e quando me deparava com artigos genealógicos costumava (e ainda costumo) comentar os de meu interesse.
Num desses contatos, conheci aquele que (já) chamava de primo, sem ainda ter certeza que de fato era meu primo, Agnor Gurgel Júnior. (mencionado acima), e também o célebre genealogista Ormuz Barbalho Simonetti (http://bit.ly/11ylHbA).
Recordo que numa troca de emails com o genealogista Ormuz, recebi deste, alguns arquivos com informações sobre uma das família do meu interesse, os Gurgel do Amaral. Foi assim que consegui com muita persistência avançar uma geração (a dos meus trisavos, os bisavos consegui na espionagem mirim risos).
Sempre quis ter acesso a algum livro sobre família, o primo Agnor percebendo meu interesse, me enviou pelos Correios uma cópia do livro, Uma família carioca do século XVI, escrito por Heitor Gurgel, editora S. José (edição limitada).
Até hoje guardo o envelope, a carta e claro, o livro (já o li e o reli diversas vezes). :D 
Ao longo desse tempo já tinha coletado bastante informações da minha família e incluído tudo num site, o MeusParentes.com, posteriormente comprado pelo MyHeritage.com.br. Isso foi benéfico, pois pude adicionar pessoas na minha árvore genealógica de forma ilimitada, sem contar com as outras facilidades que essa fusão possibilitou.
Comecei então uma difícil trajetória, tentar ligar minha família até algum ancestral (bem longínquo) e consegui! \o/ 
Encontrei muitas respostas para meus questionamentos.
No dia de ontem (08/03/2013), cheguei a algumas conclusões.
Se sou publicitário e pretendo ser redator na área de comunicação, precisarei melhorar minha redação, logo preciso praticá-la.
Sempre gostei de escrever, penso em lançar (quem sabe num futuro não tão distante) um livro.
E esse é um dos motivos de criar este blog, sei que por enquanto não há quase nada escrito. 
Tratarei principalmente destes sobrenomes: Garcia, Gurgel, Miranda e Silva = sobrenomes dos meus pais); Fora os dos meus avos, bisavos e tantos outros graus de parentesco.
Minha outra motivação se chama a gratidão. Se achei respostas na internet, por que também não posso ser uma fonte de respostas?
Porque não materializar esse conhecimento em forma de textos? Acredito que ajudará outras pessoas (vai que algum parente 'perdido' se encontra?)
E é assim que termino de redigir meu primeiro texto nesse blog.

3 comentários:

  1. Sou também da família Gurgel. Pelo lado Gurgel do Amaral. Como posso me comunicar com você para aprender como obter outrossim informações de nossa estirpe? Caso posso se entrar em contato comigo, segue aqui meu e-mail: maxwel_gurgel@hotmail.com

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    1. Olá Maxwel, li seu comentário e já enviei um e-mail para você.

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  2. Boa noite andre!

    Estou procurando uma copia online deste livro "uma familia carioca no seculo xvi" e nao consigo encontrar...na verdade, nem em sebos eu consigo achar esse livro. Consegue me orientar onde procura-lo? Obrigado. Rogerio Luiz Gurgel Reis

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