domingo, 11 de maio de 2014

Origem do sobrenome Oliveira

Oliveira é um sobrenome de origem toponímica por está relacionado ao Paço de Oliveira na Freguesia de Santa Maria de Oliveira, que integra o concelho de Arcos de Valdevez, que pertence ao distrito de Viana do Castelo, situado na sub-região Minho-Lima, que faz parte da região Norte de Portugal.
A pessoa mais antiga que se tem conhecimento a utilizar esse sobrenome era o Pedro de Oliveira, casado com Elvira Anes Pestana, filha de João Pestana. Pedro teve de Elvira:
1. O arcebispo de Braga, D. Martim Pires de Oliveira (?-1313) instituiu em 1306, um morgado para o seu irmão Pedro Pires de Oliveira nas terras que havia herdado do seu pai.
2. Pedro Pires de Oliveira, foi o criador e administrador do morgado de Sobrado (também conhecido como Vale dos Sobrados). Pedro nomeou D. Rodrigo, bispo de Lamego (filho de D. Martim Pires de Oliveira) como herdeiro do morgado. D. Rodrigo se casou com Dª. Mór Mendes e dela teve prole.
O morgado de Sobrado foi absorvido pelo de Oliveira posteriormente.
3. Mem Pires de Oliveira se casou com Guiomar Martins, filha de Martim Pires Podentes e Dª. Teresa Martins.
4. Dª Usenda de Oliveira ,foi casada com Afonso Anes de Brito, clérigo de Évora;
5. Maria Pires, foi casada com Lourenço Pires de Soalhães.
6. João Pires.
7. Teresa Pires.

A família Oliveira é tida como uma família de origem judia, no entanto, os Oliveiras nobres (talvez os acima descritos) descendam da antiquíssima família Oliva romana.
Vale mencionar que algumas famílias Oliveiras talvez não tenham nenhuma relação genealógica com a acima comentada, tendo em vista que outras podem ter adotado o nome por serem produtoras de azeite (óleo vegetal derivado das azeitonas, fruto das oliveiras muito apreciado na Europa) ou simplesmente que viviam perto de um olival (conjunto arbóreo de oliveiras).
Não esquecendo dos casos de judeus que adotaram o sobrenome.

Baseado em pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia + site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2BqKuoU) + site Dicionário de Nomes Próprios (http://bit.ly/2zHRYqj)

sábado, 10 de maio de 2014

Brasão de Armas da Família Oliveira




Escudo d'Armas: de vermelho, com uma oliveira de verde, perfilada e frutada de ouro, arrancada de prata. Timbre: A oliveira do escudo.
REGISTRADAS NO LIVRO DO ARMEIRO-MÓR EM PORTUGAL, CARTÓRIO DA NOBREZA, À FL. 128-r.
Fonte: http://bit.ly/2ipUWp1

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Brasão de Armas e a Origem da Família Sousa / Souza

A origem dessa família na Península Ibérica, remonta ao tempo dos reis godos.
D. Gomes Echigues (1010-1102), era governador das comarcas de Entre-Douro-e-Minho, senhor de Felgueiras, perto do mosteiro de Pombeiro (o qual fundou e onde jaz).
D. Gomes governava tais terras por ter derrotado com uma lança o Rey de Castilla, D. Sancho. E por tal motivo, D. Fernando o nomeou para governar tais terras.
D. Gomes comprou esse senhorio de Paio Moniz em 1040 pelo preço de dois bons cavalos. Teve da viúva Dª Gontrode Moniz, filha D. Múnio Fernandes de Touro, que por sua vez era filho do Rey de Castilla, D. Fernando e de Dª Ximena (sua cunhada).
Do casal Gomes-Gontrode procede o filho D. Egas Gomes de Sousa, senhor das terras de Sousa, de Novelas e de Felgueiras, além de ter sido governador da mesma comarca que seu pai.
D. Egas se casou com Dª Flâmula Gomes (também conhecida como Dª. Gontinha Gonçalves), filha de D. Gonçalo Trastamires da Maia e Dª Mécia Rodrigues. Dª Flâmula era trineta do Rey de León, D. Ramiro II. As gerações seguintes continuaram a usar o sobrenome.
Dª. Maria Pais Ribeiro, senhora de Sousa é sexta neta do casal Egas-Flâmula. Dª Maria foi casada como D. Afonso Diniz, filho ilegítimo do Rei de Portugal, D. Afonso III com Dª. Maria Pires da Enxarada (dando início aos Sousa, senhores de Arronches).
Dª Inês Lourenço de Valadares era prima coirmã de Dª Maria Pais Ribeiro, portanto, também era sexta neta do casal Egas-Flâmula. Dª Inês foi casada com D. Martim Afonso, chamado de Chichorro. D. Martim era outro filho ilegítimo do Rei de Portugal, D. Afonso III, logo, dessa vez com Ouroana (também conhecida como Madragana Ben Aloandro ou Mor Afonso, filha Aloandro Ben Bakr), logo era meio-irmão de D. Afonso Diniz. Dessa união surgiu o ramo dos Sousa Chichorros ou Sousas do Prado.

O famoso João Rodrigues de Sá fez versos para essa linhagem:
De duas armas reaes / com quynas. E com lyoens / Souzas fazem quarteyroens, / por serem fylhos carnaes, / de doys reys por soçesoens. / Duum que tem tal valor / que foy par demperador, / doutro em Portugal seu par, / o prymeyro no reynar / prymeyro conquistador.

O senhorio de Sousa tinha essa denominação por se situar perto do Rio Sousa, o nome desse curso d'água deriva da  palavra latina saza / saxa cujo significado é seixo, alguns historiadores acham mais provável que derive de saucia, cujo significado em latim é pedra, pois não haveria problemas de derivação fonética.
Sousa ainda pode estar relacionado a uma espécie de pombo selvagem e agressivo, típico da região Ibérica que era denominado como "sausa" no século XI.

D. Gomes Echigues é quarto neto do casal, D. Sueiro Bafalguer e Dª. Munia (ou Menaya) Ribeiro, descendente dos condes de Coimbra, e por varonia, ela descendia de Sizebuto, filho de Witissa, penúltimo rei godo. D. Sueiro era filho de D. Fayão Theodo (que por sua vez era bisneto de Flavio Egica, Rey da Hispania) e de Sona Soeira, filha de D. Soeiro, príncipe godo.
D. Gomes passou a usar quatro luas crescentes (cardenas) por ter derrotado o Rei de Túnis em Beja (que utilizava tais armas na sua bandeira).
Vale mencionar que originalmente a grafia era com "z", a versão com "s" surgiu com o passar de poucos séculos (em relação ao surgimento). Optei por divulgar apenas o brasão original.

Baseado em pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia + blog Histórico Brasão de Famílias (http://bit.ly/2AA28t4) + blog Famílias do Brasil (http://bit.ly/2AcAe38) + site Carlos Vilmar (http://bit.ly/2iPOvvi) + Dicionários de Nomes Próprios (http://bit.ly/2AcT3Ds).



Escudo d'Armas dos Sousa / Souza: de vermelho, com uma caderna de crescentes de prata.
Armorial Lusitano: pág. 511.