terça-feira, 25 de março de 2014

Origem da Família Araújo

Araújo é um sobrenome de origem toponímica, pois Rodrigo Anes de Araújo, era senhor do Castelo de Araúja na Galiza, de onde tomou o nome.
Alguns genealogistas contam que o pai de Rodrigo, foi o fundador desse senhorio, e que herdara tais terras da mãe (avó paterna de Rodrigo).
Rodrigo se casou com Dª. Maior Álvares de Aza, filha de D. Rodrigo Álvares de Aza e de sua mulher Dª. Maria Pires de Ambia.
Vasco Rodrigues de Araújo (neto do casal Rodrigo-Maior) passou a Portugal, onde serviu aos reis.
Vasco é tronco das famílias existentes no Minho e em regiões próximas.
Pedro Anes de Araújo (filho de Vasco) foi o primeiro português a usar esse sobrenome.
O Bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaia escreveu a seguinte quintiha para essa família:
Atravez de Bitorinho / tem sepulcros já agastados / Araújos afamados / na terra que rega o Minho, / antigos, abalisados.
Enquanto que Manuel de Sousa e Silva dedicou a seguinte:
Lá de Lobios de Galliza / Vieram para Lindoso / Os de gremio valoroso / de Araújo por guisa / Que foi cá mui poderoso.
O nome do castelo por sua vez deriva do nome de uma árvore (Arauja sericifera).
Originalmente o sobrenome era grafado como Aruja tendo surgido a variante Arujo que posteriormente se tornou a versão dos dias de hoje. Tais mudanças ocorreram devido ao complexo linguístico galaico-português.
O primeiro Araújo a vir para o Brasil veio com Mem de Sá (de quem era parente), originalmente se estabeleceram na Bahia, tendo se espalhado no decorrer dos séculos para outros estados.

Baseado em pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia + Dicionário de nomes próprios (http://bit.ly/2AxZ5Sh) + Famílias Campos & Araújo (http://bit.ly/2iPvCIL).

Brasão de Armas da Família Araújo


Escudo d'Armas: de prata, com aspa de azul com cinco besantes de ouro, postos em aspas. Timbre: Meio mouro, vestido de azul e fotado de ouro ou a aspa do escudo.

REGISTRADAS NO LIVRO DO ARMEIRO-MÓR EM PORTUGAL, CARTÓRIO DA NOBREZA, À FL. 133-r.

Fonte: http://bit.ly/2ipUWp1

sábado, 8 de março de 2014

Origem do sobrenome Veras

Escrever sobre a origem desse sobrenome será um pouco complicado, tendo em vista que a disponibilidade de informações em português é bem escassa, no entanto, ainda assim tentarei.
Boa parte do que transcreverei aqui será baseado no que encontre na obra de Humberto Campos, Memórias - Primeira Parte (1886-1900) e Memórias Acabadas (Obra póstuma).
Campos relata que essa família surgiu em terras brasileiras no segundo quartel do século XVIII, quando cinco irmãos se estabeleceram em Pernambuco. Para ser mais exato, no não mais existente Beco dos Veras em pleno Centro de Recife.

"Sede, pois, fecundos e multiplicai-vos, e espalhai-vos sobre a terra abundantemente" (Gênesis 9:7).

Os cinco irmãos se espalharam talvez sem perceberem que estavam cumprindo a ordem divina escrita no primeiro livro bíblico. Dois irmãos permaneceram na Província de Pernambuco, um foi para a Província do Rio Grande do Norte, e os outros dois foram para a Província do Maranhão (sendo que um foi para a cidade de Caxias e o outro para de Tutóia).
Para alguns Veras deriva do nome latino Verus enquanto que para outros deriva do nome russo Vera.
Ao que tudo indica, a primeira hipótese parece ser a mais provável.
De acordo com Ementário Luso-Brasileiro de José de Souza Menezes, o nome Vera era desconhecido em terras lusas antes de 1860, ano em que foi registrada a primeira pessoa como esse nome.
Todavia, o Dicionário Biográfico de Inocêncio Francisco da Silva, indica que no século XVI houve alguém com esse sobrenome em Portugal, Álvaro Ferreira da Vera, muito provavelmente nascido nos últimos decênios do referido século.
Álvaro era natural de Lisboa, e lá publicou duas obras: Origem da nobreza política, brasão d'armas e apelidos, cargos e títulos nobres e Ortografia ou modo de escrever certo na língua portuguesa.
Em 1640, Álvaro Vera estava morando em Madrid, España pois se recusou a aceitar a soberania de Dom João IV, Rei de Portugal.
Inocêncio informa que 1647, Álvaro Ferreira da Vera ainda vivia na corte espanhola sob a proteção do Rey Felipe IV de España.
Considerando que em 1667, a viúva do poeta cordovês Luís de Tejada, Francisca de Vera residia na Argentina, é de se supor que muito provavelmente era filha do lexicólogo lusitano.
Francisca fundou um convento no Rio da Prata.
Aproveitarei para comentar que não encontrei nenhum brasão de armas pertencente a essa família no Armorial Lusitano e nem no Livro do Armeiro-Mór de Portugal.
E depois de redigir, "teoricamente" será fácil chegar na num dos cinco irmãos (já que a vinda dessa família para o Brasil foi recente), antes terei de voltar gerações (descobrir os ancestrais do meu trisavó paterno-materno), já que essa será a tarefa difícil.

sábado, 1 de março de 2014

Origem do sobrenome Batista

Batista é um sobrenome de origem religiosa, pois está relacionado ao profeta bíblico João Batista, primo de Jesus Cristo.
Antigamente recebia tal sobrenome quem nascia no dia 24 de julho, dia instituído pela Igreja Católica Apostólica Romana para celebrar o nascimento de São João Batista ou ainda 29 de agosto, a sua decapitação.
Batista é a forma portuguesa da palavra latina baptistae, que deriva da palavra grega βαπτιστής /baptistēs/, que significa "o que batiza" ou ainda "batizar", "imergir", "lavar".

João Batista (2.a.C - 27 d.C) batizou seu primo Jesus Cristo no Rio Jordão. João Batista foi morto a mando do Rei Herodes Antipas (Ἡρῴδης Ἀντίπατρος) que era casado com a sua meia-sobrinha Herodíade (Ηρωδιάς). Tanto Herodes quanto Herodíades se divorciaram para poder se casar, e por esse motivo tal união foi condenada por João Batista.
João Batista foi preso por tá supostamente envolvido em uma revolução. Na verdade, tudo não passou de uma vingança de Herodíades, que induziu o seu marido Herodes Antipas a matar João.
João foi degolado e sua cabeça foi posta em uma bandeja de prata ao pedido da filha de Herodíades, Salomé (Σαλώμη), fruto do seu primeiro matrimônio.

Portanto, várias pessoas foram batizadas com tal sobrenome por causa da religião cristã, e com o passar dos anos, muito provavelmente (em alguns casos) passou a ser passado de geração a geração como um sobrenome.
Os pais batizavam seus filhos com tal sobrenome como uma forma de conseguir a proteção de São João Batista.
Logo, quem possui tal sobrenome pode vir a não ter nenhuma relação genealógica/sanguínea com outra pessoa que o tenha, já que famílias diferentes batizavam seus filhos nas referida datas.
Há ainda o caso das crianças orfãs, cuja ascendência era desconhecida, e que eram batizadas com nomes religiosos.

Tal sobrenome não possui brasão se considerados os livros Armorial Lusitano e Armeiro-Mór de Portugal, eu opto por me confiar em tais obras, a não ser que encontre evidências confiáveis que esse nome de família possui um brasão.

Texto baseado no site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2yvdmgj) + artigo do site Webartigos de Djanira Sá Almeida (http://bit.ly/2yvvjLs) + pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.