domingo, 23 de fevereiro de 2014

Brasão de Armas da Família Silva




Escudo d'Armas: de prata, com um leão de púrpura, armado e lampassado de vermelho ou de azul. Timbre: O leão do escudo.
REGISTRADAS NO LIVRO DO ARMEIRO-MÓR EM PORTUGAL, CARTÓRIO DA NOBREZA, À FL. 54-r.


Fonte: http://bit.ly/2ipUWp1

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Origem do sobrenome Silva

A origem desse sobrenome é toponímica e é antiquíssima. No Império Romano o sobrenome já era usado para se referir a pessoas que viviam perto de bosques, matas e florestas. Vale mencionar que sylva significa selva em latim.
O sobrenome se popularizou na Península Ibérica, pois muitos desses habitantes se refugiaram do império na região (Portugal e Espanha). E isso faz sentido, tendo em vista que há muitas localidades com essa denominação nos dois países ibéricos.

Essa família vem de D. Guterre Pais, senhor de Maia, que por sua vez é pai de D. Pelaio Guterres (1000-?), governador de Alva que se casou com Adosinda Emingues (1010-?), filha de Ermígio Aboazar (980-?) e Vivili Turtezendes (980-?), filha de Turtezendo Galindes.
Ermígio Aboazar era filho de Abu-Nazr Lovesendes (960-?) e de Unisco Godinhez, filha de Godinho das Astúrias. Ermígio foi um nobre do Condado Portucalense e um dos patronos do Mosteiro de Santo Tirso (que fora fundado por seu pai Abu-Nazr).
Abu-Nazr Lovesendes era filho do Rey Ramiro II de León e de Onega. Abu-Nazr era senhor de Maia e governou a região entre o Rio Douro e o Rio Lima.
Por esse motivo o brasão da família Silva possui as armas do antigo Reino de León.

D. Pelaio Guterres foi pai de D. Guterrre Alderete (1040-?), que foi um rico-homem, tendo sido senhor da Torre e Quinta da Silva, situada atualmente próxima da:
  • Freguesia de Cerdal, que integra o conselho de Valença (também conhecida como Valença do Minho), que pertence ao distrito de Viana do Castelo, situado na sub-região Minho-Lima, que faz parte da região Norte de Portugal.
  • Freguesia de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe, que integra o conselho de Valença (também conhecida como Valença do Minho), que pertence ao distrito de Viana do Castelo, situado na sub-região Minho-Lima, que faz parte da região Norte de Portugal.
  • União das Freguesias de Valença, Cristelo Covo e Arão, que integra o conselho de Valença (também conhecida como Valença do Minho), que pertence ao distrito de Viana do Castelo, situado na sub-região Minho-Lima, que faz parte da região Norte de Portugal.
Além de ter sido senhor de Oserdão (antiga grafia de Cerdal), de Alderete de Jozam (Alderete de Jusão) e Sozam (Susão). Ficou evidente que usava o nome de uma de suas posses (talvez a mais importante naquele tempo) como um sobrenome.

D. Guterre Alderete era amigo do conde portucalense, D. Henrique de Borgonha. D. Guterre esteve presente quando o Rey de León, D. Fernando I conquistou Coimbra (que estava sob o domínio dos mouros desde 711 e e nesse período se chamava Kulūmriyya).
D. Guterre se casou com Dª. Maria Peres de Ambia /1050-?) e transmitiu o apelido Silva (proveniente da torre que era proprietário) para o seu filho, D. Paio Guterres da Silva (1070-?). Talvez tal solar tenha crescido em importância para isso ter acontecido.

D. Paio Guterres da Silva foi um rico-homem, era adiantado-mór no Condado Portugalense. Foi vigário (vicarius regis) entre 1078 e 1081 no Reino de León, quando D. Alfonso VI reinava. Era também Alcaide do Castelo de Santa Eulália (doado em 1204 para o convento de Santa Cruz de Coimbra pelo Rei D. Afonso I de Portugal) e também do Castelo de Montemor-o-Velho. Além de ser senhor de Alderete, da Torre de Silva e do Porto da Figueira (talvez seja a cidade portuguesa Figueira da Foz). Não esquecendo que fundou os mosteiros de Cucujães, de Tibães, de São Simão da Siqueira, de São Salvador do Souto e de Santo Estevão de Vilela.

D. Paio Guterres da Silva se casou em primeiras núpcias com Dª. Sancha Anes (1080-?), filha de D. João Ramiro, senhor de Montor, neta de Ramiro Frade.
D. Paio Guterres da Silva se casou em segundas núpcias com Dª. Urraca Rabaldes (1075-?), filha de Cristóvão Anes e de Dª Maria Rabaldes.
D. Paio Guterres da Silva teve prole no dois matrimônios, para quem transmitiu o sobrenome Silva.

João Rodrigues de Sá, senhor de Matosinhos, nas suas coplas heráldicas, disse desta linhagem:
Do metal mais eycelente / os que trouxerem lyão / em prata, Sylvas serão, / que oje sacha presente / mais antygua jeração. / Foram seus progenitores / Capetos, & Numitores / reys d'Alua, donde vyeram / as irmãs que nom couberão / num soo reyno dous senhores.

O bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio fez os seguintes versos para essa família:
Trazem leão e mais sanguinho / os Silvas da Corunha e do Vigo / cujo solar é no Minho / junto de S. Vitorino / nobre leal e antigo. / Estes condes de Cifantes / são garfos de Portugal / vem nos criados nos montes / por um fero animal / que não perdoa a infantes.

O genealogista Manuel de Sousa da Silva, Capitão-Mór de Santa Cruz de Riba Tâmega fez a seguinte quintilha para essa família:
Esta ilustre e fatal / A quinta da Silva mão / que perto de Braga está / A Hespanha e Portugal / Catorze títulos dá.

O sobrenome é considerado o mais popular no Brasil. O genealogista Carlos Eduardo Barata (um dos dois autores do livro Dicionário das Família Brasileiras), considera as seguintes explicações como as mais prováveis:
  •  No período colonial brasileiro, muitos padres católicos batizavam negros com um nome português, adicionando em alguns casos o Silva num outro momento;
  •  Muitos europeus que vinham para cá o adotavam como nome de família para perder o vínculo com a antiga vida no Mundo Velho;
Isso faz sentido, pois historicamente (quase) sempre é imposta a cultura/idioma/religião do escravizador ao escravizado, do conquistador ao conquistado.
O sobrenome Silva já era bastante popular nos países ibéricos, portando seria uma boa forma de se "camuflar". Muito provavelmente vários cristãos-novos (judeus e árabes convertidos ao cristianismo a força por causa da perseguição religiosa) adotaram tal sobrenome. Não esquecendo do caso de algumas crianças órfãs que devem ter sido batizadas com tal sobrenome.

Texto baseado num artigo do portal da revista Mundo Estranho (http://abr.ai/2xKDyj7) + site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2ytnEgN) + artigo do site Webartigos de Djanira Sá Almeida (http://bit.ly/2gM6vWw) + site Yahoo! Respostas (http://bit.ly/2xNOGkd) + site Dicionário de Nomes Próprios (http://bit.ly/2ijtN9T) + artigo de Adélio Torres Neiva publicado na revista Barcelos (http://bit.ly/2yQGz6I) + pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Brasão de Armas da Família Miranda

 
 
 
Escudo d'Armas: de ouro, com aspa de vermelho, acompanhada de quatro flores-de-lis verdes. Timbre: cinco plumas de ouro e sobre a do meio uma das flores-de-lis do escudo ou aspa de ouro, carregada de quatro flores-de-lis do escudo.
REGISTRADAS NO LIVRO DO ARMEIRO-MÓR EM PORTUGAL, CARTÓRIO DA NOBREZA, À FL. 67-v.


Fonte: http://bit.ly/2ipUWp1

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Origem do sobrenome Miranda

Miranda é um sobrenome de origem toponímica por ter sido tomado de um lugar, pra ser mais preciso de uma localidade.
Miranda deriva da palavra latina mirum cujo significado é o adjetivo "maravilhoso", "surpreso".
Alfonso Pérez de Charneca (1340-1392), foi um dos principais cidadãos de Lisboa, e é célebre por três motivos:
  • Ajudou o Rei D. João I de Portugal a defender o reino;
  • Foi um dos cinco amigos que esteve ao lado de D. Nuno Álvares Pereira quando este desafiou D. João Ansores;
  • Foi escolhido para o conselho de D. João I por D. Nuno Álvares Pereira (1360-1432). D. Nuno foi beatificado pelo Papa Benedictus XV em 1918, e por fim canonizado em 2009 pelo Papa Benedictus XVI. D. Nuno é mais conhecido como o Santo Condestável, e formalmente como São Nuno de Santa Maria.
Alfonso teve o senhorio de Alcáçovas e dos Lagares d'El-Rei, outras terras que o rei concedeu pelos serviços prestados.
  • Freguesia de Alcáçovas, que integra o conselho de Viana do Alentejo, que pertence ao distrito de Évora, situado na sub-região Alentejo Central, que faz parte da região Alentejo de Portugal.
  • Freguesia de Alvalade, que integra o conselho de Lisboa, que pertence ao distrito de Lisboa, situado na sub-região Grande Lisboa, que faz parte da região Lisboa de Portugal. É nessa freguesia que está situado o Solar da Quinta dos Lagares d'El Rei.
Afonso se casou com Constança Esteves (1340-1392), gerando a Martim Afonso de Charneca (1360-?) e a Afonso Rodrigues (entre outros). Os dois irmãos debatiam quem seria o herdeiro do espólio, e por determinação real, Martim (apesar de ser clérigo) se tornou o herdeiro das posses de seu pai.
Martim Afonso de Charneca foi enviado a France para ser embaixador e retornou para Portugal casado com Dª. Mécia Gonçalves de Miranda (há quem afirme que seja francesa, no entanto, é mais provável que tenha sido castelhana) e porque não portuguesa?
Os filhos do casal Martim-Mécia passaram a usar o sobrenome materno devido a sua nobre linhagem. Martim chegou a ser bispo de Lisboa e Arcebispo de Braga, e o rei lhe doou o morgado da Igreja de São Cristovão (de Lisboa), onde construiu uma capela, em que foi posteriormente sepultado. Além de ter criado o mordado da Patameira.
O casal Martim-Mécia gerou os seguintes filhos:
1.  Martim Afonso de Miranda, rico-homem, senhor do morgado da Patameira (perto da freguesia de Torres Vedras e Matacães), instituído por seu pai. Se casou com Dª. Genebra Pereira, filha de Aires Gonçalves de Figueiredo, com geração;
2. Fernão Gonçalves de Miranda, rico-homem, senhor do segundo morgado instituído por seu pai. Se casou com Dª. Branca de Sousa, filha de Afonso Vaz de Sousa, com geração;
3. Dª. Margarida de Miranda, primeira mulher de D. Pedro de Meneses, 2º Conde de Viana, com geração;
4. Dª Leonor Miranda de Miranda, mulher de Aires Comes de Silva, com geração;
5. Dª. Maria de  Miranda, primeira mulher de Gonçalo Pereira da Riba de Vizela, com geração;

  •  Patameira talvez se refira ao bairro homônimo da cidade de Odivelas, que por sua vez faz fronteira com Lisboa.

O bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio, escreveu os seguintes versos para essa família:
Aspa trazem colorada / os que tiveram Miranda / e aquela nobre Aranda / sobre ouro atravessada / com flores de lis em banda

Dª. Mécia Gonçalves de Miranda talvez tenha sido descendente do cavaleiro da casa de Ponce de León, Albar Diaz de Miranda, que foi o primeiro indivíduo a usar tal apelido (ou talvez não tenha descendido dele).
E faz sentido afirmar que a origem é toponímica tendo em vista a existência de várias localidades ibéricas com tal denominação em Portugal:
  • Freguesia de Miranda do Douro (Miranda do I Douro no idioma mirandês), que integra o concelho de Miranda do Douro, que pertence ao distrito de Bragança, situado na sub região de Alto Trás-os-Montes, que faz parte da região Norte de Portugal;
  • Freguesia de Miranda do Corvo, que integra o concelho de Miranda do Corvo, que pertence ao distrito de Coimbra, situado na sub região Pinhal Interior Norte, que faz parte da região Centro de Portugal;
  • Freguessia de Miranda, que integra o concelho de Arcos Valdevez, que pertence ao distrito de Viana do Castelo, situado na sub região Minho-Lima, que faz parte da região Norte de Portugal.
  • A localidade histórica Terra de Miranda (Tierra de Miranda em mirandês) que possui idioma próprio falado (o mirandês; lhéngua mirandesa) por cerca de  8 mil a 20 mil falantes. E que compreende ao Concelho de Miranda do Douro (acima citado), além dos concelhos de Vimioso, e também Bragança, Mogadouro e Macedo dos Cavaleiros (esses três últimos parcialmente);
E na Espanha:
  • Vila de Miranda de Arga (Miranda Arga em basco), pertencente a comarca de Ribera Arga-Aragón, situado na Merindad de Olite da província que é simultaneamente a Comunidade Autônoma de Navarra;
  • Vila Miranda de Azán, pertencente a comarca de Campo de Salamanca, situada na província Salamanca, que integra a Comunidade Autônoma Castilla y León;
  • Vila Miranda de Castañar, pertencente a comarca de Sierra de Francia, situada na província Salamanca, que integra a Comunidade Autônoma Castilla y León;
  • Vila Miranda de Ebro, pertencente a comarca de Ebro, situada na província Burgos, que integra a Comunidade Autônoma Castilla y León;
  • Consejo de Belmonte de Miranda (Miranda em asturiano) que integra a Comunidade Autônoma Principado de Astúrias;
Texto baseado no site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2zepakD) + site Dicionário de Nomes Próprios (http://bit.ly/2gnOUHe) + site Geneall (http://bit.ly/2ysV6nv) + pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Brasão de Armas e a Origem da Família Freitas

Essa sobrenome surgiu quando João Dias de Freitas passou a usar tal apelido por ser o senhor do paço de Freitas, na freguesia de Freitas e Vila Cova.
A freguesia de Fafe, integra o conselho de Fafe, que pertence ao distrito de Braga, situado na sub-região Ave, que faz parte da região Norte de Portugal.

João Dias de Freitas era um dos filhos de Dª. Urraca Mendes de Bragança e de Diogo Gonçalves de Urró.
Diogo Gonçalves de Urró era filho de D. Gonçalo Ouveques, fundador do mosteiro de São Pedro de Cete.
Esse mosteiro fica na freguesia de Paredes, que integra o conselho de Paredes, que pertence ao distrito do Porto, situado na sub-região Área Metropolitana do Porto, que faz parte da região Norte de Portugal.

D. Gonçalo Ouveques esteve na batalha do Campo de Ourique com o Rei D. Afonso I de Portugal.
Dª Urraca Mendes de Bragança era irmã de D. Fernão Mendes de Bragança, sendo filhos do casal D. Mem Fernandes de Bragança e Dª. Sancha Viegas.
D. Fernão Mendes de Bragança era cunhado do Rei D. Afonso I de Portugal por ter sido o segundo marido de Dª Sancha Henriques.
João Dias de Freitas se casou com Dª. Maria Maior Geraldes, filha do casal Geraldo Nunes (o Cabrão) e Dª Sancha Pais. João Dias de Freitas teve também o senhorio da Quinta do Corvo.
Os filhos do casal João-Maria passaram a usar o apelido Freitas como sobrenome.

D. João Ribeiro Gaio, Bispo de Malaca fez os seguintes versos para essa família:
Em cinco estrelas douradas / postas em campo sanguinho / dos Freitas godos usadas / Entre o Douro mais o Minho / foram as mais veneradas.
Manuel de Sousa da Silva dedicou uma quintilha aos Freitas:
De Freitas este julgado / No tempo de Guimarães / deu seu nome a estes tais / E dom Martim esforçado / O espelho dos leães

Vale ainda mencionar que Gonçalo Oveques era filho do conde Oveco Garcia (1045-1119) e Cete Gomes. O conde Oveco Garcia foi um grande proprietário de terras entre o Rio Douro e o Rio Minho.
Esse conde era filho de Garcia e de Toda Gonçalves, sendo Garcia filho de Godinha Gonçalves e de Ovego Garcia, que por sua vez também era conde. Esse último Oveco Garcia mencionado era trineto do casal Jeremias e Eilo, considerados genearcas da nobreza rural lusitana da região do Porto.

Godinha Gonçalves era trineta do conde Hermenegildo Guterres (842-919). Hermenegildo era mordomo-mór (comandante-geral) e braço direito do Rey Alfonso III de Asturias. Hermenegildo ao conquistar as terras mais ao sul do Rio Douro no vale do Mondego (onde a ocupação muçulmana era precária devido aos destacamentos e fortificações esparsas) refundou o Condado de Coimbra, também conhecido como Emínio e até mesmo Conímbria. Antes do fim do século IX, Hermegildo já governava muitas terras (já que o Condado de Coimbra fora expandido) e também fundara o Condado de Tui.

Se considerado as classificações quanto origem dos sobrenomes, Freitas é classificado como toponímico por vir de um lugar.
Freitas deriva da palavra fraga que é um derivado de fragōsus cujo significado se refere a pedras quebradas, lugar acidentado, pedregulho.
Talvez o paço de Freitas originalmente tenha sido um lugar assim.

Texto baseado no site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2yvThHb) + site Geneall (http://bit.ly/2gmOIs4) + Dicionário Online de Português (http://bit.ly/2yybOmf)+ pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.



Escudo d'Armas dos Nunes: de vermelho, com cinco estrelas de seis raios de ouro. Timbre: dois braços de leão, de ouro, em pala, segurando nas garras uma flecha de prata, hasteada de vermelho, ou dois braços de leão de ouro, passados em aspas.
Fonte: Armorial Lusitano, pág. 228.