domingo, 11 de maio de 2014

Origem do sobrenome Oliveira

Oliveira é um sobrenome de origem toponímica por está relacionado ao Paço de Oliveira na Freguesia de Santa Maria de Oliveira, que integra o concelho de Arcos de Valdevez, que pertence ao distrito de Viana do Castelo, situado na sub-região Minho-Lima, que faz parte da região Norte de Portugal.
A pessoa mais antiga que se tem conhecimento a utilizar esse sobrenome era o Pedro de Oliveira, casado com Elvira Anes Pestana, filha de João Pestana. Pedro teve de Elvira:
1. O arcebispo de Braga, D. Martim Pires de Oliveira (?-1313) instituiu em 1306, um morgado para o seu irmão Pedro Pires de Oliveira nas terras que havia herdado do seu pai.
2. Pedro Pires de Oliveira, foi o criador e administrador do morgado de Sobrado (também conhecido como Vale dos Sobrados). Pedro nomeou D. Rodrigo, bispo de Lamego (filho de D. Martim Pires de Oliveira) como herdeiro do morgado. D. Rodrigo se casou com Dª. Mór Mendes e dela teve prole.
O morgado de Sobrado foi absorvido pelo de Oliveira posteriormente.
3. Mem Pires de Oliveira se casou com Guiomar Martins, filha de Martim Pires Podentes e Dª. Teresa Martins.
4. Dª Usenda de Oliveira ,foi casada com Afonso Anes de Brito, clérigo de Évora;
5. Maria Pires, foi casada com Lourenço Pires de Soalhães.
6. João Pires.
7. Teresa Pires.

A família Oliveira é tida como uma família de origem judia, no entanto, os Oliveiras nobres (talvez os acima descritos) descendam da antiquíssima família Oliva romana.
Vale mencionar que algumas famílias Oliveiras talvez não tenham nenhuma relação genealógica com a acima comentada, tendo em vista que outras podem ter adotado o nome por serem produtoras de azeite (óleo vegetal derivado das azeitonas, fruto das oliveiras muito apreciado na Europa) ou simplesmente que viviam perto de um olival (conjunto arbóreo de oliveiras).
Não esquecendo dos casos de judeus que adotaram o sobrenome.

Baseado em pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia + site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2BqKuoU) + site Dicionário de Nomes Próprios (http://bit.ly/2zHRYqj)

sábado, 10 de maio de 2014

Brasão de Armas da Família Oliveira




Escudo d'Armas: de vermelho, com uma oliveira de verde, perfilada e frutada de ouro, arrancada de prata. Timbre: A oliveira do escudo.
REGISTRADAS NO LIVRO DO ARMEIRO-MÓR EM PORTUGAL, CARTÓRIO DA NOBREZA, À FL. 128-r.
Fonte: http://bit.ly/2ipUWp1

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Brasão de Armas e a Origem da Família Sousa / Souza

A origem dessa família na Península Ibérica, remonta ao tempo dos reis godos.
D. Gomes Echigues (1010-1102), era governador das comarcas de Entre-Douro-e-Minho, senhor de Felgueiras, perto do mosteiro de Pombeiro (o qual fundou e onde jaz).
D. Gomes governava tais terras por ter derrotado com uma lança o Rey de Castilla, D. Sancho. E por tal motivo, D. Fernando o nomeou para governar tais terras.
D. Gomes comprou esse senhorio de Paio Moniz em 1040 pelo preço de dois bons cavalos. Teve da viúva Dª Gontrode Moniz, filha D. Múnio Fernandes de Touro, que por sua vez era filho do Rey de Castilla, D. Fernando e de Dª Ximena (sua cunhada).
Do casal Gomes-Gontrode procede o filho D. Egas Gomes de Sousa, senhor das terras de Sousa, de Novelas e de Felgueiras, além de ter sido governador da mesma comarca que seu pai.
D. Egas se casou com Dª Flâmula Gomes (também conhecida como Dª. Gontinha Gonçalves), filha de D. Gonçalo Trastamires da Maia e Dª Mécia Rodrigues. Dª Flâmula era trineta do Rey de León, D. Ramiro II. As gerações seguintes continuaram a usar o sobrenome.
Dª. Maria Pais Ribeiro, senhora de Sousa é sexta neta do casal Egas-Flâmula. Dª Maria foi casada como D. Afonso Diniz, filho ilegítimo do Rei de Portugal, D. Afonso III com Dª. Maria Pires da Enxarada (dando início aos Sousa, senhores de Arronches).
Dª Inês Lourenço de Valadares era prima coirmã de Dª Maria Pais Ribeiro, portanto, também era sexta neta do casal Egas-Flâmula. Dª Inês foi casada com D. Martim Afonso, chamado de Chichorro. D. Martim era outro filho ilegítimo do Rei de Portugal, D. Afonso III, logo, dessa vez com Ouroana (também conhecida como Madragana Ben Aloandro ou Mor Afonso, filha Aloandro Ben Bakr), logo era meio-irmão de D. Afonso Diniz. Dessa união surgiu o ramo dos Sousa Chichorros ou Sousas do Prado.

O famoso João Rodrigues de Sá fez versos para essa linhagem:
De duas armas reaes / com quynas. E com lyoens / Souzas fazem quarteyroens, / por serem fylhos carnaes, / de doys reys por soçesoens. / Duum que tem tal valor / que foy par demperador, / doutro em Portugal seu par, / o prymeyro no reynar / prymeyro conquistador.

O senhorio de Sousa tinha essa denominação por se situar perto do Rio Sousa, o nome desse curso d'água deriva da  palavra latina saza / saxa cujo significado é seixo, alguns historiadores acham mais provável que derive de saucia, cujo significado em latim é pedra, pois não haveria problemas de derivação fonética.
Sousa ainda pode estar relacionado a uma espécie de pombo selvagem e agressivo, típico da região Ibérica que era denominado como "sausa" no século XI.

D. Gomes Echigues é quarto neto do casal, D. Sueiro Bafalguer e Dª. Munia (ou Menaya) Ribeiro, descendente dos condes de Coimbra, e por varonia, ela descendia de Sizebuto, filho de Witissa, penúltimo rei godo. D. Sueiro era filho de D. Fayão Theodo (que por sua vez era bisneto de Flavio Egica, Rey da Hispania) e de Sona Soeira, filha de D. Soeiro, príncipe godo.
D. Gomes passou a usar quatro luas crescentes (cardenas) por ter derrotado o Rei de Túnis em Beja (que utilizava tais armas na sua bandeira).
Vale mencionar que originalmente a grafia era com "z", a versão com "s" surgiu com o passar de poucos séculos (em relação ao surgimento). Optei por divulgar apenas o brasão original.

Baseado em pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia + blog Histórico Brasão de Famílias (http://bit.ly/2AA28t4) + blog Famílias do Brasil (http://bit.ly/2AcAe38) + site Carlos Vilmar (http://bit.ly/2iPOvvi) + Dicionários de Nomes Próprios (http://bit.ly/2AcT3Ds).



Escudo d'Armas dos Sousa / Souza: de vermelho, com uma caderna de crescentes de prata.
Armorial Lusitano: pág. 511.

domingo, 27 de abril de 2014

Brasão de Armas e a Origem do sobrenome Martins

A origem desse sobrenome é patronímica por derivar do nome Martinho/Martino, ou até mesmo da sua forma abreviada Martim.
Martinho deriva da versão espanhola Martinez.
Tal nome deriva da versão latina Marticini ou Martinus, que significa guerreio ou aquele inclinado a guerra. Que se assemelha ao nome do deus romano, Marte (Mārs), que por sua deriva da versão grega, Ares (Ἄρης).

Diogo Martins, cavaleiro-fidalgo da Casa do Rei D. Sebastião de Portugal, recebeu um brasão de armas em 18/05/1560 pelos serviços prestados a esse monarca e também ao avô dele (Rei D. João III de Portugal).
Os Martins que não descendem dessa linhagem geralmente usam uma versão parecida com tal brasão (que irei divulgar aqui).

Baseado em pesquisas no site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2k3arXv) + pesquisas na enciclopédia online Wikipédia.


Brasão de Armas dos Martins: cortado, o primeiro de negro, com duas palas de ouro; o segundo de ouro, com três flores-de-lis de vermelho postas 2 e 1 ou 1 e 2. Timbre: uma flor-de-lis do escudo.
Fonte: Armorial Lusitano, pág. 347.

sábado, 12 de abril de 2014

Brasão de Armas e a Origem dos sobrenomes Alves e Álvares

O sobrenome Alves possui origem origem patronímica. Alves possui origem portuguesa, e nada mais é que a abreviação de um outro sobrenome, Álvares, que por sua vez deriva do nome Álvaro.
O nome Álvaro possui origem nórdica significa guerreiro protetor, já que é formado pelas palavras alfr + arr.
Muito provavelmente o nome Alewar chegou na Península Ibérica com a vinda dos visigodos, povo de origem germânica.
Alguns historiadores cogitam que Alves/Álvares deriva de "alvar", uma espécie de carvalho. Se for considerada tal possibilidade, a primeira pessoa a utiliza tal sobrenome viveu perto de um lugar onde havia tal árvore em abundância.
Pessoalmente, acredito mais na primeira possibilidade, no entanto não descarto que algumas famílias podem ter se originado numa localidade com tal espécie.
Por ser patronímico, várias famílias adotaram tal sobrenome por simplesmente terem se originado em um indivíduo com o nome Álvaro, logo, não possuem nenhuma relação genealógica com outras pessoas que o possuem.

Baseado em pesquisas no site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2k34IAZ) + site Dicionário de Nomes Próprios (http://bit.ly/2A6g3G5) + site Mundo Estranho (http://abr.ai/2gokfd9) + enciclopédia colaborativa online Wikipédia.



Escudo d'Armas dos Álvares e Alves: cortado, o primeiro de vermelho, com uma águia estendida de prata de duas cabeças, coroadas de ouro; partido de azul, com uma cruz de ouro cantonada de quatro memórias do mesmo; o segundo de azul, com três faixas onduladas de prata: uma água estendida e coroada de prata.
Fonte: Armorial Lusitano, pág. 49.

terça-feira, 25 de março de 2014

Origem da Família Araújo

Araújo é um sobrenome de origem toponímica, pois Rodrigo Anes de Araújo, era senhor do Castelo de Araúja na Galiza, de onde tomou o nome.
Alguns genealogistas contam que o pai de Rodrigo, foi o fundador desse senhorio, e que herdara tais terras da mãe (avó paterna de Rodrigo).
Rodrigo se casou com Dª. Maior Álvares de Aza, filha de D. Rodrigo Álvares de Aza e de sua mulher Dª. Maria Pires de Ambia.
Vasco Rodrigues de Araújo (neto do casal Rodrigo-Maior) passou a Portugal, onde serviu aos reis.
Vasco é tronco das famílias existentes no Minho e em regiões próximas.
Pedro Anes de Araújo (filho de Vasco) foi o primeiro português a usar esse sobrenome.
O Bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaia escreveu a seguinte quintiha para essa família:
Atravez de Bitorinho / tem sepulcros já agastados / Araújos afamados / na terra que rega o Minho, / antigos, abalisados.
Enquanto que Manuel de Sousa e Silva dedicou a seguinte:
Lá de Lobios de Galliza / Vieram para Lindoso / Os de gremio valoroso / de Araújo por guisa / Que foi cá mui poderoso.
O nome do castelo por sua vez deriva do nome de uma árvore (Arauja sericifera).
Originalmente o sobrenome era grafado como Aruja tendo surgido a variante Arujo que posteriormente se tornou a versão dos dias de hoje. Tais mudanças ocorreram devido ao complexo linguístico galaico-português.
O primeiro Araújo a vir para o Brasil veio com Mem de Sá (de quem era parente), originalmente se estabeleceram na Bahia, tendo se espalhado no decorrer dos séculos para outros estados.

Baseado em pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia + Dicionário de nomes próprios (http://bit.ly/2AxZ5Sh) + Famílias Campos & Araújo (http://bit.ly/2iPvCIL).

Brasão de Armas da Família Araújo


Escudo d'Armas: de prata, com aspa de azul com cinco besantes de ouro, postos em aspas. Timbre: Meio mouro, vestido de azul e fotado de ouro ou a aspa do escudo.

REGISTRADAS NO LIVRO DO ARMEIRO-MÓR EM PORTUGAL, CARTÓRIO DA NOBREZA, À FL. 133-r.

Fonte: http://bit.ly/2ipUWp1

sábado, 8 de março de 2014

Origem do sobrenome Veras

Escrever sobre a origem desse sobrenome será um pouco complicado, tendo em vista que a disponibilidade de informações em português é bem escassa, no entanto, ainda assim tentarei.
Boa parte do que transcreverei aqui será baseado no que encontre na obra de Humberto Campos, Memórias - Primeira Parte (1886-1900) e Memórias Acabadas (Obra póstuma).
Campos relata que essa família surgiu em terras brasileiras no segundo quartel do século XVIII, quando cinco irmãos se estabeleceram em Pernambuco. Para ser mais exato, no não mais existente Beco dos Veras em pleno Centro de Recife.

"Sede, pois, fecundos e multiplicai-vos, e espalhai-vos sobre a terra abundantemente" (Gênesis 9:7).

Os cinco irmãos se espalharam talvez sem perceberem que estavam cumprindo a ordem divina escrita no primeiro livro bíblico. Dois irmãos permaneceram na Província de Pernambuco, um foi para a Província do Rio Grande do Norte, e os outros dois foram para a Província do Maranhão (sendo que um foi para a cidade de Caxias e o outro para de Tutóia).
Para alguns Veras deriva do nome latino Verus enquanto que para outros deriva do nome russo Vera.
Ao que tudo indica, a primeira hipótese parece ser a mais provável.
De acordo com Ementário Luso-Brasileiro de José de Souza Menezes, o nome Vera era desconhecido em terras lusas antes de 1860, ano em que foi registrada a primeira pessoa como esse nome.
Todavia, o Dicionário Biográfico de Inocêncio Francisco da Silva, indica que no século XVI houve alguém com esse sobrenome em Portugal, Álvaro Ferreira da Vera, muito provavelmente nascido nos últimos decênios do referido século.
Álvaro era natural de Lisboa, e lá publicou duas obras: Origem da nobreza política, brasão d'armas e apelidos, cargos e títulos nobres e Ortografia ou modo de escrever certo na língua portuguesa.
Em 1640, Álvaro Vera estava morando em Madrid, España pois se recusou a aceitar a soberania de Dom João IV, Rei de Portugal.
Inocêncio informa que 1647, Álvaro Ferreira da Vera ainda vivia na corte espanhola sob a proteção do Rey Felipe IV de España.
Considerando que em 1667, a viúva do poeta cordovês Luís de Tejada, Francisca de Vera residia na Argentina, é de se supor que muito provavelmente era filha do lexicólogo lusitano.
Francisca fundou um convento no Rio da Prata.
Aproveitarei para comentar que não encontrei nenhum brasão de armas pertencente a essa família no Armorial Lusitano e nem no Livro do Armeiro-Mór de Portugal.
E depois de redigir, "teoricamente" será fácil chegar na num dos cinco irmãos (já que a vinda dessa família para o Brasil foi recente), antes terei de voltar gerações (descobrir os ancestrais do meu trisavó paterno-materno), já que essa será a tarefa difícil.

sábado, 1 de março de 2014

Origem do sobrenome Batista

Batista é um sobrenome de origem religiosa, pois está relacionado ao profeta bíblico João Batista, primo de Jesus Cristo.
Antigamente recebia tal sobrenome quem nascia no dia 24 de julho, dia instituído pela Igreja Católica Apostólica Romana para celebrar o nascimento de São João Batista ou ainda 29 de agosto, a sua decapitação.
Batista é a forma portuguesa da palavra latina baptistae, que deriva da palavra grega βαπτιστής /baptistēs/, que significa "o que batiza" ou ainda "batizar", "imergir", "lavar".

João Batista (2.a.C - 27 d.C) batizou seu primo Jesus Cristo no Rio Jordão. João Batista foi morto a mando do Rei Herodes Antipas (Ἡρῴδης Ἀντίπατρος) que era casado com a sua meia-sobrinha Herodíade (Ηρωδιάς). Tanto Herodes quanto Herodíades se divorciaram para poder se casar, e por esse motivo tal união foi condenada por João Batista.
João Batista foi preso por tá supostamente envolvido em uma revolução. Na verdade, tudo não passou de uma vingança de Herodíades, que induziu o seu marido Herodes Antipas a matar João.
João foi degolado e sua cabeça foi posta em uma bandeja de prata ao pedido da filha de Herodíades, Salomé (Σαλώμη), fruto do seu primeiro matrimônio.

Portanto, várias pessoas foram batizadas com tal sobrenome por causa da religião cristã, e com o passar dos anos, muito provavelmente (em alguns casos) passou a ser passado de geração a geração como um sobrenome.
Os pais batizavam seus filhos com tal sobrenome como uma forma de conseguir a proteção de São João Batista.
Logo, quem possui tal sobrenome pode vir a não ter nenhuma relação genealógica/sanguínea com outra pessoa que o tenha, já que famílias diferentes batizavam seus filhos nas referida datas.
Há ainda o caso das crianças orfãs, cuja ascendência era desconhecida, e que eram batizadas com nomes religiosos.

Tal sobrenome não possui brasão se considerados os livros Armorial Lusitano e Armeiro-Mór de Portugal, eu opto por me confiar em tais obras, a não ser que encontre evidências confiáveis que esse nome de família possui um brasão.

Texto baseado no site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2yvdmgj) + artigo do site Webartigos de Djanira Sá Almeida (http://bit.ly/2yvvjLs) + pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Brasão de Armas da Família Silva




Escudo d'Armas: de prata, com um leão de púrpura, armado e lampassado de vermelho ou de azul. Timbre: O leão do escudo.
REGISTRADAS NO LIVRO DO ARMEIRO-MÓR EM PORTUGAL, CARTÓRIO DA NOBREZA, À FL. 54-r.


Fonte: http://bit.ly/2ipUWp1

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Origem do sobrenome Silva

A origem desse sobrenome é toponímica e é antiquíssima. No Império Romano o sobrenome já era usado para se referir a pessoas que viviam perto de bosques, matas e florestas. Vale mencionar que sylva significa selva em latim.
O sobrenome se popularizou na Península Ibérica, pois muitos desses habitantes se refugiaram do império na região (Portugal e Espanha). E isso faz sentido, tendo em vista que há muitas localidades com essa denominação nos dois países ibéricos.

Essa família vem de D. Guterre Pais, senhor de Maia, que por sua vez é pai de D. Pelaio Guterres (1000-?), governador de Alva que se casou com Adosinda Emingues (1010-?), filha de Ermígio Aboazar (980-?) e Vivili Turtezendes (980-?), filha de Turtezendo Galindes.
Ermígio Aboazar era filho de Abu-Nazr Lovesendes (960-?) e de Unisco Godinhez, filha de Godinho das Astúrias. Ermígio foi um nobre do Condado Portucalense e um dos patronos do Mosteiro de Santo Tirso (que fora fundado por seu pai Abu-Nazr).
Abu-Nazr Lovesendes era filho do Rey Ramiro II de León e de Onega. Abu-Nazr era senhor de Maia e governou a região entre o Rio Douro e o Rio Lima.
Por esse motivo o brasão da família Silva possui as armas do antigo Reino de León.

D. Pelaio Guterres foi pai de D. Guterrre Alderete (1040-?), que foi um rico-homem, tendo sido senhor da Torre e Quinta da Silva, situada atualmente próxima da:
  • Freguesia de Cerdal, que integra o conselho de Valença (também conhecida como Valença do Minho), que pertence ao distrito de Viana do Castelo, situado na sub-região Minho-Lima, que faz parte da região Norte de Portugal.
  • Freguesia de Vila Nova de Cerveira e Lovelhe, que integra o conselho de Valença (também conhecida como Valença do Minho), que pertence ao distrito de Viana do Castelo, situado na sub-região Minho-Lima, que faz parte da região Norte de Portugal.
  • União das Freguesias de Valença, Cristelo Covo e Arão, que integra o conselho de Valença (também conhecida como Valença do Minho), que pertence ao distrito de Viana do Castelo, situado na sub-região Minho-Lima, que faz parte da região Norte de Portugal.
Além de ter sido senhor de Oserdão (antiga grafia de Cerdal), de Alderete de Jozam (Alderete de Jusão) e Sozam (Susão). Ficou evidente que usava o nome de uma de suas posses (talvez a mais importante naquele tempo) como um sobrenome.

D. Guterre Alderete era amigo do conde portucalense, D. Henrique de Borgonha. D. Guterre esteve presente quando o Rey de León, D. Fernando I conquistou Coimbra (que estava sob o domínio dos mouros desde 711 e e nesse período se chamava Kulūmriyya).
D. Guterre se casou com Dª. Maria Peres de Ambia /1050-?) e transmitiu o apelido Silva (proveniente da torre que era proprietário) para o seu filho, D. Paio Guterres da Silva (1070-?). Talvez tal solar tenha crescido em importância para isso ter acontecido.

D. Paio Guterres da Silva foi um rico-homem, era adiantado-mór no Condado Portugalense. Foi vigário (vicarius regis) entre 1078 e 1081 no Reino de León, quando D. Alfonso VI reinava. Era também Alcaide do Castelo de Santa Eulália (doado em 1204 para o convento de Santa Cruz de Coimbra pelo Rei D. Afonso I de Portugal) e também do Castelo de Montemor-o-Velho. Além de ser senhor de Alderete, da Torre de Silva e do Porto da Figueira (talvez seja a cidade portuguesa Figueira da Foz). Não esquecendo que fundou os mosteiros de Cucujães, de Tibães, de São Simão da Siqueira, de São Salvador do Souto e de Santo Estevão de Vilela.

D. Paio Guterres da Silva se casou em primeiras núpcias com Dª. Sancha Anes (1080-?), filha de D. João Ramiro, senhor de Montor, neta de Ramiro Frade.
D. Paio Guterres da Silva se casou em segundas núpcias com Dª. Urraca Rabaldes (1075-?), filha de Cristóvão Anes e de Dª Maria Rabaldes.
D. Paio Guterres da Silva teve prole no dois matrimônios, para quem transmitiu o sobrenome Silva.

João Rodrigues de Sá, senhor de Matosinhos, nas suas coplas heráldicas, disse desta linhagem:
Do metal mais eycelente / os que trouxerem lyão / em prata, Sylvas serão, / que oje sacha presente / mais antygua jeração. / Foram seus progenitores / Capetos, & Numitores / reys d'Alua, donde vyeram / as irmãs que nom couberão / num soo reyno dous senhores.

O bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio fez os seguintes versos para essa família:
Trazem leão e mais sanguinho / os Silvas da Corunha e do Vigo / cujo solar é no Minho / junto de S. Vitorino / nobre leal e antigo. / Estes condes de Cifantes / são garfos de Portugal / vem nos criados nos montes / por um fero animal / que não perdoa a infantes.

O genealogista Manuel de Sousa da Silva, Capitão-Mór de Santa Cruz de Riba Tâmega fez a seguinte quintilha para essa família:
Esta ilustre e fatal / A quinta da Silva mão / que perto de Braga está / A Hespanha e Portugal / Catorze títulos dá.

O sobrenome é considerado o mais popular no Brasil. O genealogista Carlos Eduardo Barata (um dos dois autores do livro Dicionário das Família Brasileiras), considera as seguintes explicações como as mais prováveis:
  •  No período colonial brasileiro, muitos padres católicos batizavam negros com um nome português, adicionando em alguns casos o Silva num outro momento;
  •  Muitos europeus que vinham para cá o adotavam como nome de família para perder o vínculo com a antiga vida no Mundo Velho;
Isso faz sentido, pois historicamente (quase) sempre é imposta a cultura/idioma/religião do escravizador ao escravizado, do conquistador ao conquistado.
O sobrenome Silva já era bastante popular nos países ibéricos, portando seria uma boa forma de se "camuflar". Muito provavelmente vários cristãos-novos (judeus e árabes convertidos ao cristianismo a força por causa da perseguição religiosa) adotaram tal sobrenome. Não esquecendo do caso de algumas crianças órfãs que devem ter sido batizadas com tal sobrenome.

Texto baseado num artigo do portal da revista Mundo Estranho (http://abr.ai/2xKDyj7) + site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2ytnEgN) + artigo do site Webartigos de Djanira Sá Almeida (http://bit.ly/2gM6vWw) + site Yahoo! Respostas (http://bit.ly/2xNOGkd) + site Dicionário de Nomes Próprios (http://bit.ly/2ijtN9T) + artigo de Adélio Torres Neiva publicado na revista Barcelos (http://bit.ly/2yQGz6I) + pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Brasão de Armas da Família Miranda

 
 
 
Escudo d'Armas: de ouro, com aspa de vermelho, acompanhada de quatro flores-de-lis verdes. Timbre: cinco plumas de ouro e sobre a do meio uma das flores-de-lis do escudo ou aspa de ouro, carregada de quatro flores-de-lis do escudo.
REGISTRADAS NO LIVRO DO ARMEIRO-MÓR EM PORTUGAL, CARTÓRIO DA NOBREZA, À FL. 67-v.


Fonte: http://bit.ly/2ipUWp1

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Origem do sobrenome Miranda

Miranda é um sobrenome de origem toponímica por ter sido tomado de um lugar, pra ser mais preciso de uma localidade.
Miranda deriva da palavra latina mirum cujo significado é o adjetivo "maravilhoso", "surpreso".
Alfonso Pérez de Charneca (1340-1392), foi um dos principais cidadãos de Lisboa, e é célebre por três motivos:
  • Ajudou o Rei D. João I de Portugal a defender o reino;
  • Foi um dos cinco amigos que esteve ao lado de D. Nuno Álvares Pereira quando este desafiou D. João Ansores;
  • Foi escolhido para o conselho de D. João I por D. Nuno Álvares Pereira (1360-1432). D. Nuno foi beatificado pelo Papa Benedictus XV em 1918, e por fim canonizado em 2009 pelo Papa Benedictus XVI. D. Nuno é mais conhecido como o Santo Condestável, e formalmente como São Nuno de Santa Maria.
Alfonso teve o senhorio de Alcáçovas e dos Lagares d'El-Rei, outras terras que o rei concedeu pelos serviços prestados.
  • Freguesia de Alcáçovas, que integra o conselho de Viana do Alentejo, que pertence ao distrito de Évora, situado na sub-região Alentejo Central, que faz parte da região Alentejo de Portugal.
  • Freguesia de Alvalade, que integra o conselho de Lisboa, que pertence ao distrito de Lisboa, situado na sub-região Grande Lisboa, que faz parte da região Lisboa de Portugal. É nessa freguesia que está situado o Solar da Quinta dos Lagares d'El Rei.
Afonso se casou com Constança Esteves (1340-1392), gerando a Martim Afonso de Charneca (1360-?) e a Afonso Rodrigues (entre outros). Os dois irmãos debatiam quem seria o herdeiro do espólio, e por determinação real, Martim (apesar de ser clérigo) se tornou o herdeiro das posses de seu pai.
Martim Afonso de Charneca foi enviado a France para ser embaixador e retornou para Portugal casado com Dª. Mécia Gonçalves de Miranda (há quem afirme que seja francesa, no entanto, é mais provável que tenha sido castelhana) e porque não portuguesa?
Os filhos do casal Martim-Mécia passaram a usar o sobrenome materno devido a sua nobre linhagem. Martim chegou a ser bispo de Lisboa e Arcebispo de Braga, e o rei lhe doou o morgado da Igreja de São Cristovão (de Lisboa), onde construiu uma capela, em que foi posteriormente sepultado. Além de ter criado o mordado da Patameira.
O casal Martim-Mécia gerou os seguintes filhos:
1.  Martim Afonso de Miranda, rico-homem, senhor do morgado da Patameira (perto da freguesia de Torres Vedras e Matacães), instituído por seu pai. Se casou com Dª. Genebra Pereira, filha de Aires Gonçalves de Figueiredo, com geração;
2. Fernão Gonçalves de Miranda, rico-homem, senhor do segundo morgado instituído por seu pai. Se casou com Dª. Branca de Sousa, filha de Afonso Vaz de Sousa, com geração;
3. Dª. Margarida de Miranda, primeira mulher de D. Pedro de Meneses, 2º Conde de Viana, com geração;
4. Dª Leonor Miranda de Miranda, mulher de Aires Comes de Silva, com geração;
5. Dª. Maria de  Miranda, primeira mulher de Gonçalo Pereira da Riba de Vizela, com geração;

  •  Patameira talvez se refira ao bairro homônimo da cidade de Odivelas, que por sua vez faz fronteira com Lisboa.

O bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio, escreveu os seguintes versos para essa família:
Aspa trazem colorada / os que tiveram Miranda / e aquela nobre Aranda / sobre ouro atravessada / com flores de lis em banda

Dª. Mécia Gonçalves de Miranda talvez tenha sido descendente do cavaleiro da casa de Ponce de León, Albar Diaz de Miranda, que foi o primeiro indivíduo a usar tal apelido (ou talvez não tenha descendido dele).
E faz sentido afirmar que a origem é toponímica tendo em vista a existência de várias localidades ibéricas com tal denominação em Portugal:
  • Freguesia de Miranda do Douro (Miranda do I Douro no idioma mirandês), que integra o concelho de Miranda do Douro, que pertence ao distrito de Bragança, situado na sub região de Alto Trás-os-Montes, que faz parte da região Norte de Portugal;
  • Freguesia de Miranda do Corvo, que integra o concelho de Miranda do Corvo, que pertence ao distrito de Coimbra, situado na sub região Pinhal Interior Norte, que faz parte da região Centro de Portugal;
  • Freguessia de Miranda, que integra o concelho de Arcos Valdevez, que pertence ao distrito de Viana do Castelo, situado na sub região Minho-Lima, que faz parte da região Norte de Portugal.
  • A localidade histórica Terra de Miranda (Tierra de Miranda em mirandês) que possui idioma próprio falado (o mirandês; lhéngua mirandesa) por cerca de  8 mil a 20 mil falantes. E que compreende ao Concelho de Miranda do Douro (acima citado), além dos concelhos de Vimioso, e também Bragança, Mogadouro e Macedo dos Cavaleiros (esses três últimos parcialmente);
E na Espanha:
  • Vila de Miranda de Arga (Miranda Arga em basco), pertencente a comarca de Ribera Arga-Aragón, situado na Merindad de Olite da província que é simultaneamente a Comunidade Autônoma de Navarra;
  • Vila Miranda de Azán, pertencente a comarca de Campo de Salamanca, situada na província Salamanca, que integra a Comunidade Autônoma Castilla y León;
  • Vila Miranda de Castañar, pertencente a comarca de Sierra de Francia, situada na província Salamanca, que integra a Comunidade Autônoma Castilla y León;
  • Vila Miranda de Ebro, pertencente a comarca de Ebro, situada na província Burgos, que integra a Comunidade Autônoma Castilla y León;
  • Consejo de Belmonte de Miranda (Miranda em asturiano) que integra a Comunidade Autônoma Principado de Astúrias;
Texto baseado no site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2zepakD) + site Dicionário de Nomes Próprios (http://bit.ly/2gnOUHe) + site Geneall (http://bit.ly/2ysV6nv) + pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Brasão de Armas e a Origem da Família Freitas

Essa sobrenome surgiu quando João Dias de Freitas passou a usar tal apelido por ser o senhor do paço de Freitas, na freguesia de Freitas e Vila Cova.
A freguesia de Fafe, integra o conselho de Fafe, que pertence ao distrito de Braga, situado na sub-região Ave, que faz parte da região Norte de Portugal.

João Dias de Freitas era um dos filhos de Dª. Urraca Mendes de Bragança e de Diogo Gonçalves de Urró.
Diogo Gonçalves de Urró era filho de D. Gonçalo Ouveques, fundador do mosteiro de São Pedro de Cete.
Esse mosteiro fica na freguesia de Paredes, que integra o conselho de Paredes, que pertence ao distrito do Porto, situado na sub-região Área Metropolitana do Porto, que faz parte da região Norte de Portugal.

D. Gonçalo Ouveques esteve na batalha do Campo de Ourique com o Rei D. Afonso I de Portugal.
Dª Urraca Mendes de Bragança era irmã de D. Fernão Mendes de Bragança, sendo filhos do casal D. Mem Fernandes de Bragança e Dª. Sancha Viegas.
D. Fernão Mendes de Bragança era cunhado do Rei D. Afonso I de Portugal por ter sido o segundo marido de Dª Sancha Henriques.
João Dias de Freitas se casou com Dª. Maria Maior Geraldes, filha do casal Geraldo Nunes (o Cabrão) e Dª Sancha Pais. João Dias de Freitas teve também o senhorio da Quinta do Corvo.
Os filhos do casal João-Maria passaram a usar o apelido Freitas como sobrenome.

D. João Ribeiro Gaio, Bispo de Malaca fez os seguintes versos para essa família:
Em cinco estrelas douradas / postas em campo sanguinho / dos Freitas godos usadas / Entre o Douro mais o Minho / foram as mais veneradas.
Manuel de Sousa da Silva dedicou uma quintilha aos Freitas:
De Freitas este julgado / No tempo de Guimarães / deu seu nome a estes tais / E dom Martim esforçado / O espelho dos leães

Vale ainda mencionar que Gonçalo Oveques era filho do conde Oveco Garcia (1045-1119) e Cete Gomes. O conde Oveco Garcia foi um grande proprietário de terras entre o Rio Douro e o Rio Minho.
Esse conde era filho de Garcia e de Toda Gonçalves, sendo Garcia filho de Godinha Gonçalves e de Ovego Garcia, que por sua vez também era conde. Esse último Oveco Garcia mencionado era trineto do casal Jeremias e Eilo, considerados genearcas da nobreza rural lusitana da região do Porto.

Godinha Gonçalves era trineta do conde Hermenegildo Guterres (842-919). Hermenegildo era mordomo-mór (comandante-geral) e braço direito do Rey Alfonso III de Asturias. Hermenegildo ao conquistar as terras mais ao sul do Rio Douro no vale do Mondego (onde a ocupação muçulmana era precária devido aos destacamentos e fortificações esparsas) refundou o Condado de Coimbra, também conhecido como Emínio e até mesmo Conímbria. Antes do fim do século IX, Hermegildo já governava muitas terras (já que o Condado de Coimbra fora expandido) e também fundara o Condado de Tui.

Se considerado as classificações quanto origem dos sobrenomes, Freitas é classificado como toponímico por vir de um lugar.
Freitas deriva da palavra fraga que é um derivado de fragōsus cujo significado se refere a pedras quebradas, lugar acidentado, pedregulho.
Talvez o paço de Freitas originalmente tenha sido um lugar assim.

Texto baseado no site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2yvThHb) + site Geneall (http://bit.ly/2gmOIs4) + Dicionário Online de Português (http://bit.ly/2yybOmf)+ pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.



Escudo d'Armas dos Nunes: de vermelho, com cinco estrelas de seis raios de ouro. Timbre: dois braços de leão, de ouro, em pala, segurando nas garras uma flecha de prata, hasteada de vermelho, ou dois braços de leão de ouro, passados em aspas.
Fonte: Armorial Lusitano, pág. 228.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Origem do sobrenome Nascimento

A origem do referido sobrenome é religiosa. Como assim? Já já irei explicar.
Antigamente recebia tal sobrenome quem nascia no dia 25 de dezembro (e acho que próximo da data), por ser tal dia pelo ponto de vista da Igreja Católica Apostólica Romana, considerado como o do nascimento de Jesus (ישוע em hebraico).
Portanto, várias pessoas foram batizadas com tal sobrenome por causa da religião cristã, e com o passar dos anos, muito provavelmente (em alguns casos) passou a ser passado de geração a geração como um sobrenome.
Os pais batizavam seus filhos com tal sobrenome como uma forma de conseguir a proteção divina de Jesus Cristo.
Logo, quem possui tal sobrenome pode vir a não ter nenhuma relação genealógica/sanguínea com outra pessoa que o tenha, já que famílias diferentes batizavam seus filhos na referida data.

Há ainda quem especule que seja o aportuguesamento do nome do extinto Ducado de Nassau. Vale lembrar que tal ducado foi governado pela Casa de Nassau, cujos descendentes atualmente governam o Reino da Holanda / Países Baixos (Nederland) e o Grão-Ducado do Luxemburgo (Groussherzogtum Lëtzebuerg). Lembrem-se que houve a imigração alemã (e de outros) povos ao longo dos séculos para o Brasil (especialmente no século XIX) ou ainda que ocorreu a Invasão Holandesa no Nordeste. 
De acordo com o portal da revista Mundo Estranho (http://abr.ai/2gokfd9), quem possuía tal sobrenome (Nassau) e vivia em terras ibéricas recebia o sobrenome Nascimento.
Há ainda uma interessante hipótese no Yahoo! Respostas (http://bit.ly/2zsEoDz), que comenta que não sendo possível retirar o nome da família de algo (cidade, rio, montanha, profissão, etc) davam o nome de Nascimento. Isso faz sentido para mim se considerado o caso das crianças orfãs, cuja ascendência era desconhecida, e que eram batizadas com nomes religiosos.
Tal sobrenome não possui brasão se considerado os livros Armorial Lusitano e Armeiro-Mór de Portugal, eu opto por me confiar em tais obras, a não ser que encontre evidências confiáveis que esse nome de família possui um brasão.

Jesus Cristo é o pai do cristianismo que consiste nas suas três principais divisões: o catolicismo, a ortodoxia e o protestantismo.
Conforme o Dicionário Online de Português, o termo nascimento é um substantivo feminino e significa: nascença; ação ou resultado de nascer, de vir ao mundo.
Jesus de Nazaré foi o Messias esperado do Antigo Testamento, e por ter sido aguardado o seu nascimento foi profetizado:
  • Nasceria de uma virgem e seria concebido pelo Espírito Santo;
  • Nasceria na cidade de Belém da Judéia, terra natal do Rei David (דוד);
  • Nasceria para que o seu povo fosse liberto (do pecado);
  • A Estrela de Belém anunciou o seu nascimento, e guiou três magos que o presentearam;
É notório que devido a tais profecias (e outras não mencionadas) que o nascimento de Cristo seja muitíssimo relevante para ser relembrado no batismo de crianças (com um nome) ao longo dos séculos (Idade Média e Moderna).









Texto baseado em pesquisas no site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2kVFqVs) + site Dicionário de Nomes Próprios (http://bit.ly/2zekgUE) + blog Brasão de Famíia (http://bit.ly/2kTrtaq) + pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Brasão de Armas e a Origem das Famílias Andrade / Andrada e Freire

A origem da família Andrade é toponímica, pois remontam ao antigo Reino de Galícia, para ser mais específico, vem da Vila de Andrade que fica entre:
  • O concello de Pontedeume da comarca do Eume, que por sua vez faz parte da província da Coruña, que pertence a Comunidade Autônoma Galicia;
  • O concello de Ferrol (ás vezes grafado como El Ferrol) da comarca de Ferrol, por sua sua vez faz parte da província da Coruña, que pertence a Comunidade Autônoma Galicia;
  • E também o distante concello de Vilalba da Comarca de Tierra Llana (Terra Chá em galego), que por sua vez faz parte da província de Lugo, que pertence a Comunidade Autônoma Galicia;
A antiga Vila de Andrade nos dias de hoje integra o concelho de Pontedeume e corresponde ao núcleo populacional da Igrexa de San Martiño de Andrade. As três vilas anteriormente descritas foram doação do Rey D. Enrique II de Castilla para Fernán Pérez de Andrade, descendente de Bermudo Peres de Traba Freire, que por sua vez descende dos condes de Traba e Trastamara. Fernán Pérez de Andrade recebeu tal doação por ter lutado contra o Rey D. Pedro I de Castilla (meio irmão de D. Enrique II).
Vale mencionar que o sobrenome Andrade possui a variante Andrada, até então contei apenas sobre os Andrade / Andrada, já já começo a relatar sobre a origem dos Freire.
Andrade parece ser uma palavra de origem celta, os genealogistas e historiadores especulam que o nome passou a ser utilizado para se referir a localidade de Vila de Andrade. A Galicia foi ocupada em momentos diferentes pelos celtas.

Freire é um sobrenome de origem religiosa, que vem do antigo substantivo freyre, que se referia a um cavaleiro de ordem militar, o qual tem alguns dos votos religiosos e reside em convento. Freyre veio do francês «frére», que significa irmão, que tem origem mais antiga ainda se considerado o genitivo fredarii da forma alatinada correspondente a fredario [documentado em 1009], proveniente de fredeiro [documentado em 907], que parece ser um derivado da língua gótica: fritha-harjis, de frithus, que significa paz, e harjus, cujo significado é exército (Antenor Nascentes, II, 118; Anuário Genealógico Latino, IV, 21).
O vocábulo Freire (antigamente grafado como Freyre), conforme comentado anteriormente possui origem religiosa e militar. E isso fica mais evidente, se considerado o fato de que no século XI foram fundadas associações religiosas de cavaleiros. Os membros eram chamados de fratrer, sendo frater no singular, tais vocábulos evoluíram no idioma português e galego para Freyre (plural) e Frei (o singular do termo).
Os primos D. Henrique de Borgonha e D. Raimundo de Borgonha lutaram contra os mouros, por isso foram recompensados com terras e com a mão das filhas do Rey D. Alfonso VI de León. D. Henrique foi casado com Dª. Teresa Alfónsez de León, filha bastarda de D. Alfonso VI, tendo recebido o Condado de Portucale como dote. Enquanto que D. Raimundo foi casado com Dª. Urraca de León, filha legítima de Alfonso VI, tendo recebido como dote o Condado de Galiza.
Junto com os primos da casa ducal da Bourgogne vieram cavaleiros, que por lá ficaram (Galícia) e que fizeram parte de ordem militares,"freires", que por sua vez acabou virando um sobrenome galego.
Logo, Freire deve ter surgido da alcunha de um cavaleiro professo e, portanto, a um freire (frade) de uma ordem militar, um Freyre Trempreiro (Frei Templário).
E reforçando tudo isso há a seguinte citação:

"Afonso I, rei de Portugal em 1065, forma na cidade de Évora, uma ordem de cavalaria com o nome Ordem dos Cavaleiros Freire de Évora' que tinha por objetivo combater os mouros. Esta ordem sofreu, posteriormente, uma unificação com a Ordem dos Cavaleiros de Calatrava, criada em 1158 na Espanha e introduzida em Portugal em 1166, que por sua vez, teve seus bens transferidos para a Ordem dos Cavaleiros de Avís que deu origem a uma das dinastias de reis de Portugal" (Enciclopédia Mirador Internacional, volume 9, página 4457).

As famílias Andrade e Freire se uniram tanto por laços matrimoniais que passaram a ser consideradas uma só. Tanto é que uns carregavam os sobrenomes Freire de Andrade, outros Andrade Freire, enquanto que outros um ou outro. Prova disso é que os brasões de armas das famílias são muitíssimo parecidos.
Tais famílias foram do antigo Reino de Galícia para o antigo Reino de Portugal diversas vezes. Sendo que os principais ramos portugueses vem de:
  • Rui Freire de Andrade (1295-1362), que foi para ternas lusa durante o reinado do Rey D. Pedro I de Castilla com dois filhos: D. Nuno Rodrigues Freire de Andrade [(1300-1372) mais tarde 6º mestre da Ordem de Cristo] e Vasco Freire;
  • Rodrigo Afonso de Andrade, que parece ter sido parente muito próximo de D. Nuno Rodrigues Freire de Andrade;
  • E Dª. Isabel Afonso de Andrade, filha do Conde de Andrade, D. Fernando;
João Rodrigues de Sá, senhor de Matosinhos fez a seguinte copla para tal família:
A banda que atravez fende / sobre esmeralda reluzente / com cabeças de serpente / Freires de Andrade comprehemde / De Galiza descendente / em que lá tenha logar / para se mais nomear / e nos Reinos de Castela / os que cá tem Bobadela / não serão para calar

E o Bispo de Malaca, D. João Ribeiro Gaio fez uma quintilha para a família Freire:
Nas de Galiza montanhas / tem os Freires solar / Monifroes se usavam chamar / vindo de França a Espanha / aos mouros guerrear
E também para a família Andrade:
Uns descendem de Avelar / conjunto com a macieira, / outros dizem que de ultra mar / vir a geração para / a Luzitania ajudar.

Texto baseado em pesquisas em dois artigos de Djanira Sá Almeida no site WebArtigos (http://bit.ly/2yu5EmX) e (http://bit.ly/2x07isI) + blog Brasão de Família (http://bit.ly/2gJXNrH) + site Usina de Soluções Tecnologia da Informação (http://bit.ly/2ieHiYa) + site Dr. Paulo Freire (http://bit.ly/2gfTmEk) + e dois artigos do site Genealogia Freire (http://bit.ly/2wYSbzV) e (http://bit.ly/2yNeNrT) + a enciclopédia colaborativo online Wikipédia.

Escudo d'Armas dos Andrade: de ouro, com banda abocada por duas cabeças de serpe de verde salpicadas de ouro, e acompanhada de duas caldeiras xadrezadas de vermelho e de prata, com arcos e asas serpentíferas de verde. Timbre: cabeça e pescoço da serpe de ouro, lampanada de vermelho.

O brasão dos Freire é similar ao dos Andrade, o que os difere são apenas alguns elementos. Enquanto que no dos Andrade, as serpes (dragão heráldico) são verdes, no dos Freire são de ouro. Enquanto que o campo dos Andrade é de ouro, o dos Freire é verde. E apenas o dos Andrade possui as duas caldeiras xadrezadas. É claro que não me esqueceria desse detalhe: consequentemente os timbres dos dois escudos são diferentes. Fiz a adaptação abaixo da imagem acima, espero que tenha ficado boa.


Escudo d'Armas dos Freires: de verde, com banda de vermelho, perfilada de ouro, abocada por duas cabeças de serpe do mesmo. Timbre: uma serpe de duas cabeças batalhantes, de ouro, sainte.
Fonte: Armorial Lusitano, pág. 58 e 228.

sábado, 11 de janeiro de 2014

A fuga dos Gurgel do Amaral para o Nordeste do Brasil e um pouco mais de genealogia

¡Jajaja! Começo descontraindo por meio de palavras a primeira publicação desse ano, por causa do clima de paz de um novo ciclo que iniciou. E também por tá fazendo uma retrospectiva atrasada de fatos (:P), sem contar que o assunto que escreverei a seguir não é nada leve...
O clã dos Gurgel do Amaral ou Amaral Gurgel já era considerado potentado e influente no Brasil Colonial do século XVII. Por causa de tal prestígio (e claro) outros fatores (não tão bons), alguns membros dessa família passaram a ser odiados.
Um deles foi o Dr. Cláudio Gurgel do Amaral (1654-1716) que contraiu a inimizade do Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, Francisco Xavier de Távora (já comentado anteriormente).
O filho do Dr. Cláudio, o Alferes José Gurgel do Amaral (1688-1722) foi muitíssimo ofendido por João Manoel de Melo no começo de abril de 1716. No Domingo de Ramos, o ofensor e os acompanhantes foram encontrados na Igreja de Campo Grande, por José e seus amigos, e dentro da igreja ocorreu um confronto (:O), isso mesmo que você leu! E dentro do templo católico ocorreu um sangrento confronto que resultou na morte de João Manoel.
Vale mencionar que João Manoel era um dos preferidos (e também partidário) do Governador Francisco Xavier de Távora, e acrescido dessa observação há ainda o fato de o crime ter ocorrido dentro de uma casa de Deus, portanto não ficaria impune, ainda que José fosse membro de rica e poderosa família, afinal de contas o homicídio aconteceu em local sacro...
O Governador Francisco ao tomar conhecimento dos fatos, declarou réus de morte: José e seus amigos, e o Dr. Cláudio que nada sabia, se tornou uma vítima inocente da tragédia...
O Dr. Cláudio descansava despreocupado numa de suas muitas propriedades, a Chácara do Oriente, (não mais existente nos dias de hoje na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro). Ele teve o seu descanso interrompido porque a sua propriedade fora vasculhada.
Ainda que tenha sido padre (ele tomou ordens quando enviuvou), foi espancado barbaramente, e não resistindo aos ferimentos, veio a falecer na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro no dia dezessete daquele mesmo mês...
Heitor Gurgel ainda comenta que na noite do dia 16 de abril de 1716 ás 11 da noite, Cláudio e o seu parente Padre Inácio Correa foram atacados (a tiros) de emboscada por um grupo de pessoas motivados pelas recompensas do Governador Francisco Távora.
Quanto a seu filho, José se tornou um foragido da lei, tendo sido acobertado por um de seus primos, o Coronel Francisco do Amaral Gurgel (1665-?), tão perseguido politicamente quanto o seu já falecido primo, o Doutor/Padre Cláudio (pai de José).
José foi capturado em um batismo na Vila Rica apenas dois anos depois de tais acontecimentos, tendo sido de lá levado para o Rio de Janeiro, para em seguida ser transferido para a Bahia, onde foi julgado e considerado culpado, tendo sido degolado num cadafalso no ano de 1722.
Tais acontecimentos acima descritos ocasionaram a fuga dos Amaral Gurgel/Gurgel do Amaral para o Nordeste, inclusive um artigo do RootsWeb Ancestry (http://bit.ly/2xGl8mR) reforça que há na memória familiar a lembrança de uma deserção.
Lembram quando escrevi isso?
"4.6.4. Maria Gurgel do Amaral (1694-?), foi casada com David Lopes de Barros (1681-?). Esse casal é considerado o tronco do ramo nordestino da família Gurgel do Amaral ou Amaral Gurgel."
Aldysio conta que Maria Gurgel do Amaral (1694-?) foi quem fugiu com a sua família para o Nordeste do Brasil.
Dando continuidade a tal linguagem, o casal David-Maria gerou apenas um filho:

4.6.4.1. João de Alencastro Lopes (Gurgel) se casou com Isabel de Jesus Bezerra, filha de Miguel Pontes e Adriana de Jesus Bezerra.
4.6.4.1.1. Antônia Bezerra Gurgel do Amaral (1733-?) foi casada em 1753 com Manoel Moreira de Souza.
4.6.4.1.1.1. Isabel Gurgel de Souza.

4.6.4.1.2. José Gurgel do Amaral (1735-?) se casou em 1768 com Cosma Nunes Nogueira II (1750-?), filha do Alferes Teodósio da Costa Nogueira e Cosma Nunes Nogueira I.
4.6.4.1.2.1. Venâncio Nogueira Gurgel do Amaral.
4.6.4.1.2.2. Isabel Nogueira Gurgel do Amaral (1775-?), faleceu criança.
4.6.4.1.2.3. Isabel de Jesus Nogueira Gurgel do Amaral (1777-?) foi casada em 1789 com José da Costa Lima, filho de Teobaldo da Costa Nogueira e Ana Teresa de Holanda.
4.6.4.1.2.4. Ana Isabel de Jesus Nogueira Gurgel do Amaral (1780-?) foi casada em 1800 com José Antônio da Costa, filho de Antônio da Costa e Isabel Lopes Barreira.
4.6.4.1.2.5. Matilde Francisca Nogueira Gurgel do Amaral (1782-?) foi casada com o Capitão-Mór João Paulo Barbosa (1767-?), filho de Francisco Xavier Barbosa (1745-?) e Lourença Maria de Jesus Monte Câmara.
4.6.4.1.2.6. José Gurgel do Amaral Filho (1784-?), se casou em primeiras núpcias com Quitéria Ferreira de Barros (1787-?), filha de José de Barros Ferreira Neto e Caetana Maria Micaela de Carvalho (1748-?). E em segundas núpcias com Maria Joaquina de Moura Ferreira (filha de Antônio Ferreira de Moura e Maria Joaquina), prima da sua primeira esposa (ainda não em que grau).
4.6.4.1.2.7. Helena Nunes Nogueira Gurgel (1790-?) foi casada com Teodósio da Costa Nogueira, irmão de José da Costa Lima (acima citado).

4.6.4.1.3. Inácia Maria Bezerra Gurgel do Amaral (1737-?) foi casada em 1751 com Januário Ferreira da Costa, irmão de Cosma Nunes Nogueira I (acima citada).
4.6.4.1.3.1. Feliciana Amaral da Costa (1761-?).
4.6.4.1.3.2. Alexandre Amaral da Costa (1765-?).

4.6.4.1.4. Maria Inácia Bezerra Gurgel do Amaral foi casada em 1755 com Francisco Xavier de Souza, irmão de Cosma Nunes Nogueira I (acima citada).
4.6.4.1.4.1. Joana Gurgel de Souza.
4.6.4.1.4.2. Maria Gurgel de Souza.

Os genealogistas acreditam que David Lopes de Barros tenha sido um nome disfarçado, tendo em vista o contexto histórico em que a família Gurgel do Amaral/Amaral Gurgel estava envolvida.
Concordo com tal hipótese, sendo tal família tão importante a linhagem estaria bem documentada. Vale mencionar que, apenas na geração dos netos do casal David-Maria, os sobrenomes Gurgel e Amaral foram "ressuscitados".
Considerando o comentário do RootsWeb "TODAS as irmãs de José se casaram com parentes próximos (tio, primo, irmão) de Cosma, sua futura esposa."
E utilizando o critério de eliminação pela lógica:
* Januário Ferreira da Costa era irmão de Cosma Nunes Nogueira II, mulher de José Gurgel do Amaral.
* Francisco Xavier de Souza era tio (paterno) de Cosma Nunes Nogueira II, mulher de José Gurgel do Amaral. Inclusive Aldysio comenta em sua obra nas entrelinhas que "era tio de Januário Ferreira da Costa". Considerando a combinação de sobrenomes, se supõe que o era por via paterna.
 Restando apenas:
* Manoel Moreira de Souza que deve ter sido primo de Cosma Nunes Nogueira II, mulher de José Gurgel do Amaral.
E há ainda José Antônio da Costa, filho de Antônio da Costa que muito provavelmente pertence a mesma família, considerando que possui o mesmo sobrenome.
Ainda pretendo esclarecer melhor tais lacunas genealógicas, pois ainda ficaram dúvidas pessoais.

Baseado em pesquisas e na obra de Aldysio Gurgel do Amaral, autor de Na Trilha do Passado - Genealogia da Família Gurgel.