domingo, 27 de outubro de 2013

Os Batista Garcia (do Rio Grande do Norte)

Dando continuidade ao compartilhamento de informações sobre famílias "recentes" que descendo. Irei descrever a prole de um dos meus bisavos.
João Salustiano Garcia de Medeiros (?-1923) se casou com Joaquina Batista de Andrade (?-1936). O casal gerou os seguintes filhos:

1. Francisca Batista Garcia (1910-1957) foi casada com Raimundo Germiniano de Almeida (1903-1975). Francisca passou a assinar depois de casada: Francisca Batista de Almeida. O casal migrou para o estado de Roraima. Raimundo é considerado o fundador de Mucajaí. Raimundo possui uma via com o seu nome no bairro Centro de Mucajaí - RR. Raimundo recebeu a comenda "Orgulho de Roraima" em 26/05/2009 conforme consta no Diário do Estado de Roraima (http://bit.ly/2xglYFc)

2. Miguel Batista Garcia (1911-1978) se casou em primeira núpcias com Francisca Alves, e em segundas núpcias em 1956 com Rita Dantas (1935-), filha de Erotildes Dantas de Araújo Queirós e Maria Bernadina de Araújo.

3. Maria Sérgia Batista Garcia (1913-1996) foi casada com José Máximo de Almeida (1907-2005); Maria Sérgia passou a assinar depois de casada: Maria Sérgia Batista de Almeida. José Máximo era conhecido como "José Delmiro", e possui uma via com essa denominação no bairro Distrito Industrial Governador Aquilino Mota de Boa Vista - RR. O casal também migrou para o estado de Roraima.

4. Antônia Batista Garcia (1915-?). Segundo informações da família, faleceu solteira.

5. Neco Batista Garcia (1917-?), desconheço o nome da sua esposa.

6. Joaquina Batista Garcia (1918-2009) foi casada com Miguel de Almeida. Joaquina era conhecida como "Quininha".

7. José Batista Garcia (1920-2015) se casou em Francisca dos Santos Gurgel (1925-1989), filha de Eugênio Gurgel do Amaral e Maria dos Santos. Neta paterna de Vicente Oliveira Gurgel do Amaral (1858-?) e de Joana Francisca Romana de Oliveira (1854-?), e neta materna de João Francisco dos Santos. Francisca passou a assinar depois de casada: Francisca Gurgel Garcia. Francisca possui uma via com o seu nome no bairro Sagrada Família em Mucajaí - RR. José também foi agraciado com a comenda "Orgulho de Roraima" em 26/05/2009 conforme consta no Diário do Estado de Roraima (acima citado). O casal também migrou para o estado de Roraima e são meus avos paternos.

8. Josefa Batista Garcia (1922-2012) foi casada com Francisco Antonino de Almeida (irmão de Miguel). Josefa era conhecida como "Zefinha".

Obs.: Segundo informações da família, José Máximo de Almeida era parente dos irmãos Francisco Antonino de Almeida e Miguel de Almeida. Muito provavelmente Raimundo Germiniano de Almeida possui parentesco com eles.

Se houver alguém que queria compartilhar informações, sinta-se a vontade para comentar. 

P.S.: Esse texto foi alterado num momento futuro para atualizar informações.

sábado, 19 de outubro de 2013

A perseguição política dos Amarais

O Dr. Cláudio Gurgel do Amaral também levava jeito para o comércio, tanto é que sempre negociava com o seu primo, o Coronel Francisco do Amaral Gurgel.
A respeito do Coronel Francisco: mesmo perdendo o Monopólio da Carne Verde, e tendo se tornando uma autoridade, ele não abandonou o comércio. Prova disso é que estendeu seu negócio até a Bahia, onde adquiriu várias propriedades (entre elas duas fazendas).
O Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho dele não gostava, por isso nomeou nomeou Felix Correia do Amaral para o substituir no cargo de Capitão-Mór de Paraty.
"Nunes Viana e o Coronel Francisco do Amaral Gurgel resolveram entregar-se à prisão, em outubro de 1716" (S. Suannes).
Vale enfatizar, que Manuel Nunes Viana era sócio do Coronel Francisco... E que isso ocorreu (prisão) por causa da perseguição dos seus inimigos. Francisco foi enviado para Lisboa, Portugal... E por lá ficou durante três anos a espera do julgamento, que saiu em 1719, quando retornou para o Brasil após ter sido absolvido. Francisco faleceu muito provavelmente por volta de 1721, após uma de suas viagens à Bahia.
Talvez tenha pesado o seguinte histórico de absolvições no seu julgamento:
  • E isso ocorreu já que o o Conselho concluiu que "se não izenta de gravíssima culpa (ao Governador Antônio Albuquerque) que lhe resulta de não expulsar os franceses, deixando-os estar pacificamente nelas mais de vinte dias, depois de haver chegado àquelas vizinhanças trazendo 6.000 infantes bem armados  e um bom regimento de cavalaria" sob o pretexto de já estar a cidade capitulada, "porque êle (Governador Antônio Albuquerque) não estava obrigado a guardar o pacto que êle não havia feito", e o Conselho havia aconselhado o Rei D. João V de Portugal a "premiar Francisco do Amaral Gurgel por sua valentia e lealdade e a considerar valorosa e heróica a morte de Bento do Amaral Coutinho" (Volume 23 do Arquivo do Conselho Ultramarino). E foi por meio desse reconhecimento que Bento foi redimido pelo triste episódio da Guerra dos Emboabas, o Capão da Traição.
  • Devido a prática de "homicídios, castrações de varões e furtos de escravos", Francisco foi citado pelo Conselho Ultramarino em 1714 para ser preso. No entanto, foi absolvido. Francisco obteve do Rei D. João V de Portugal, a ordem real para que "lhe fôssem devolvidos os bens sequestrados pelo Governador Francisco Távora" que por sua vez, desprezava tanto Francisco que mandou dizer ao Rei que "se êste homem (Francisco) fôsse perdoado novamente, que lhe fôsse mandado (a êle, Governador) sucessor, porque tinha por quase impossível que estando êle (Francisco) naquelas partes (Minas Gerais e Rio de Janeiro) possa alguém governar como Deus e Vossa Majestade mandam" (Códice LXXVII, Vol. 24 - Arquivo Nacional)
  • "(...) eram as tropas que traziam serra abaixo, até ao pôrto, os quintos reais, transporte que concorreu para o bom nome do Coronel Francisco do Amaral Gurgel" E Heitor Gurgel especula que "com tanto dinheiro vindo do Brasil, D. João V da colônia só queria saber e ter boas notícias. - Os quintos aumentaram êste mês.  - Ótimo. - E êsses tão invejados e temidos Gurgéis roubam o erário? - Não. - Então porque castigá-los?..."
Devido a essa proximidade, certa vez, um bispo aconselhou Cláudio a fugir do Rio de Janeiro. O Governador Francisco Xavier de Távora certa vez, escreveu em uma carta para o Rei D. João V de Portugal que tinha aversão por tudo que "cheirasse a Amaral" pois, "só em falar nessa gente (os Gurgéis) o ar fica empestiado" (Códice LXXVIII, Vol. 21, fls., 18 - Arquivo Nacional).
O Governador Francisco Távora detestava tanto a família que chegou ao ponto de aconselhar o Rei "a deportação ou a extinção de Cláudio" (Códice LXXVIII, Vol. 21, fls., 82v - Arquivo Nacional).
Devido a tantas queixas, o Dr. Cláudio foi proibido por ordem real de entrar no Rio de Janeiro, todavia, isso não adiantou, já que vez ou outra estava na sua chácara da Glória (que nos dias de hoje estaria situada se ainda existisse nas proximidades da atual Rua Taylor no Centro do Rio de Janeiro).
Numa das visitas clandestinas de Cláudio, aconteceu algo!
Vieira Fazenda nos conta que "no domingo de Ramos, em abril de 1716, acompanhado de 20 a 30 capangas brancos e negros escravos, invadiu igreja de Campo Grande, onde se achava João Manuel Melo, homem principal do lugar que também estava cercado dos seus satélites e que dias antes tivera uma violenta discussão com José que, no momento, estava desacompanhado, ao passo que João Melo viera cercado de seus facinorosos companheiros. Com a inopinada entrada de José Gurgel na igreja,  trava-se a luta e nela caiu José de Melo banhado em sangue. O celebrante deixa o altar e vem confessar o moribundo, ocasião em que é também atacado e morto a bala. A viúva de João Melo vem à cidade trazendo o cadáver da vítima a fim de reclamar justiça. O Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, Francisco Xavier de Távora declarou réus de morte a José Gurgel do Amaral e a um tal de Pacheco, lugar tenente de Gurgel e publica um bando prometendo grandes recompensas a quem os trouxesse vivos ou mortos."
Ao que tudo indica o filho do Padre Cláudio já tinha um histórico ruim se considerada essa passagem "(...) e dos excessos de seu filho José (...)" (Códice LXXVIII, Vol. 21, fls., 86 - Arquivo Nacional)
Não contente, Távora "mandou arrazar a casa do padre Cláudio onde julgava estarem acoitados os mandatários do horroroso e sacrílego atentado."
José foi preso dois anos depois em Vila Rica por requisição do Santo Ofício. Isso aconteceu quando a Capitania de São Paulo e Minas do Ouro era governada pelo 3º Conde de Assumar (D. Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos). De lá foi levado para o Rio de Janeiro, para em seguida ser transferido para a Bahia, onde foi julgado e considerado culpado, tendo sido degolado num cadafalso em 1722.
José não escaparia de sua sentença, ainda que tenha sido membro de rica e influente família, já que o crime foi cometido em uma igreja.

sábado, 12 de outubro de 2013

Os Nascimento da Silva (do Acre)

Dando continuidade ao compartilhamento de informações sobre famílias "recentes" que descendo.
Vos apresento um ramo dos Nascimento da Silva do Acre.
Joaquim Antônio da Silva se casou com Otília do Nascimento. Segundo as informações que tenho sobre as origens da minha família. Joaquim era cearense, muito provavelmente veio para a Região Amazônica para tentar uma vida melhor na "Terra da Fartura", suspeito que ele veio para cá interessado pela oferta de trabalho nos seringais durante o Primeiro Ciclo da Borracha (1879-1912).
Não sei muito a respeito de Otília, tudo que sei é que seu pai era português e sua mãe nasceu no interior do Amazonas nas proximidades do Acre.
Suponho que, o pai de Otília também tenha sido atraído pelo mesmo motivo que o seu futuro genro.
O casal Joaquim Antônio-Otília (uns dos trisavos maternos) geraram os seguintes filhos (por mim conhecidos):

1. Francisco Nascimento da Silva (1914-1960). Francisco nasceu na Comunidade Ribeirinha Igarapé Redenção, Rio Branco - AC;
2. João Nascimento da Silva;

A região nordestina é castigada há décadas pela seca. O Quinze, romance da escritora Rachel de Queiróz relata bem o quão complicada era a vida naqueles tempos.
Muitos nordestinos foram estimulados a migrar para trabalhar na extração de látex da seringueira (Hevea brasiliensis), atraídos pela falsa promessa de enriquecimento rápido gerada por falsos boatos com o intuito de atrair mão de obra para a região. Portanto, os nordestinos desse período foram "forçados" por esse contexto a vir tentar uma vida diferente no "Inferno Verde", nome de uma obra do escritor brasileiro Alberto Rangel, que representa literariamente a Amazônia do início do século XX.
Os estrangeiros também vieram para cá (Amazônia) seduzidos pelo boom da borracha.
Confesso que não sei de que regiões específicas são esses meus ancestrais, tudo o que sei foi relatado nessas linhas.
Se houver alguém que queria compartilhar informações, sinta-se a vontade para comentar.