sábado, 27 de julho de 2013

Brasão de Armas e a Origem da Família Medeiros

A história dessa família é também incerta, devido o sobrenome ser de origem toponímica. Mas esse sobrenome, possui certa peculiaridade (que irei comentar depois). Os que o utilizam:
  • Muito provavelmente moravam perto de algum estábulo (medeiro), que nada mais é que um lugar onde há medas (animais), montes de feixes de trigo, palha. Portanto, os primeiros Medeiros ou moravam próximo ou trabalhavam cuidando de pastos para animais. Pois 'medeiros' é um derivado de 'meda', que por sua vez significa objetos/alimentos empilhados.
  • Há localidades nos dois países da Península Ibérica que se chamam Medeiros. Portanto, os que viviam em tais localidades adotaram a denominação como sobrenome.
O Armorial Lusitano conta que: Martim Sanches de Medas, um cavaleiro do tempo do Rei D. Afonso III de Portugal, levou o pendão do Conde D. Martim Gil de Soverosa, grande senhor daquele tempo, que guerreava contra D. Rodrigo Sanches (filho bastardo do Rei D. Sancho I de Portugal), que foi vencido e morto nesse combate do Porto em 1245.
Martim Sanches de Medas casou com Dª. Dórdia Nunes de Aguiar, filha de Nuno Martins de Aguiar, descendente de D. Arnaldo, senhor de Baião, e também de D. Gonçalo Mendes de Sousa. Desse matrimônio (Martim-Dórdia) surgiram vários filhos que utilizaram o sobrenome Medas.
Apesar de não ser muito aceita, alguns genealogistas consideram que Medas foi uma forma primitiva de grafar o sobrenome Medeiros, pois há similaridade apesar de não haver comprovação de um elo entre Medas-Medeiros.
A pessoa mais antiga com esse sobrenome que se tem registro é Rui Gonçalves de Medeiros, que tomou partido do Mestre de Avis, o futuro Rei D. João I de Portugal contra o Rey D. Juan I de Castilla.
É de Rui Gonçalves de Medeiros que descendem os que possuem tal sobrenome. Um ramo dessa família se fixou na região dos Algarves, e um outro ramo na ilha de São Miguel, Açores, ambos oriundos da Vila de Ponte de Lima, Portugal, os dois durante o século XV.
O povo de Évora, Portugal, pôs o alcaide do castelo, Álvaro Mendes de Oliveira no poder. Rui defendeu o partido da Rainha Dª. Brites (a proprietária) e expulsou Álvaro de lá. Como recompensa, a rainha entregou-lhes o castelo.
No Brasil, os Medeiros descendem de bandeirantes e sertanistas que partiram de São Paulo, de Minas, da Bahia, do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba, onde dedicaram-se à criação de gado e à abertura de roças e caminhos para buscar índios no sertão e pegar negros fugidos.

Informações retiradas do artigo de Djanira Sá Almeida no Webartigos (http://bit.ly/2jED8UO) + o site Origem do Sobrenome (http://bit.ly/2jf8BAG).


Escudo d'Armas dos Medeiros: de vermelho, com cinco cabeças de águias de oiro, postas em sautor. Timbre: uma água estendida, sainte, de vermelho, armada de oiro.

Fonte: Armorial Lusitano, pág. 352.

domingo, 21 de julho de 2013

Os Batista de Andrade (do Rio Grande do Norte)

Dando continuidade ao compartilhamento de informações sobre famílias "recentes" que descendo.
Vos apresento um ramo dos Batista de Andrade do Rio Grande do Norte.
Manoel João Batista se casou com Maria Rosa Andrade (uns dos meus trisavos). O casal gerou os seguintes filhos:
1. Joaquina Batista de Andrade (?-1936).
2. Anísio Batista de Andrade.
3. José Batista de Andrade.

Desconheço se houveram mais filhos desse casal. E de acordo com relatos do meu avô paterno (cresci ouvindo sempre a mesma versão):
  • Maria Rosa viveu mais 100 anos de idade;
  • Os dois irmãos de Joaquina não se casaram. Isso já é minha intuição: suponho que devido terem morrido jovens ou serem doentes. E se constituíram, tal fato me é desconhecido;
Joaquina Batista de Andrade foi casada com João Salustiano Garcia de Medeiros (?-1923) e foi mãe de vários filhos que serão abordados em um outro momento mais detalhadamente, a prole do casal (que tenho conhecimento) nasceu entre 1910 e 1922
No que se refere a Joaquina, esta faleceu quando meu avô tinha por volta de 12 ou 13 anos, portanto aproximadamente em 1936. E o seu esposo (pai do meu avô) em 1923, quando meu avô ainda tinha 3 anos de idade.
Quanto a minha ascendência mais recente (eu até meus trisavos) até então conhecida, esse é o ramo que menos possuo informações, meu falecido avô sempre dizia que a família de sua mãe era "veio da serra" (seria o nome de algum município?)
Se houver alguém que queria compartilhar informações, sinta-se a vontade para comentar.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Brasão de Armas e a Origem da Família Garcia

A história dessa família é incerta, visto que é um sobrenome de origem patronímica. Vale relatar uma breve explicação segundo a enciclopédia colaborativa online Wikipédia. Esse tipo de denominação, nada mais é que um sobrenome que descreve a origem em um ascendente masculino um clã, seja ela o pai de alguém, o avô, o tio (cada caso é um caso). Portanto lembre-se que:
  1. Se um sobrenome é proveniente do nome de uma pessoa, logo muitos outros casos ocorreram, então, um não está relacionado com o outro em termos de genética. Em síntese: nem todas as famílias com este sobrenome pertencem a mesma linhagem com uma única origem comum.
  2. Esteja ciente também que se uma pessoa tem o mesmo sobrenome, ela não é obrigatoriamente descendente do mesmo ramo que você.
Garcia foi um nome masculino de origem basca (atualmente em desuso), que possui os seguintes significados: kartze-a (o urso) ou gartzea (o jovem), que se assemelham bastante ao atual adjetivo basco gazte(a). A conversão de nome em sobrenome ocorreu durante a Idade Média. A origem desse termo basco surgiu, precisamente no antigo Reino de Navarra / Regnum Navarrae / Nafarroako Erresuma.
Entre as famílias mais antigas citadas pelo Armorial Lusitano, há a de Gonçalo Garcia de Gondim, bisavô por varonia de Gaspar Rodrigues de Gondim, natural de Viana do Castelo, a quem o Rei D. João III de Portugal, em 26-1-1543, deu Carta de brasão de armas por descender de Gonçalo.
O referido brasão é utilizado por várias pessoas que possuem tal sobrenome, ainda que não possuam grau de parentesco com tal linhagem. 

 

Escudo d'Armas dos Garcias: de prata, com três leopardos de vermelho, armados e lampassados de azul, um sobre o outro. Timbre: o leopardo do escudo.

Fonte: Armorial Lusitano, pág. 244.

Os Garcia de Medeiros (do Rio Grande do Norte)

Até então, já abordei bastante sobre a família que mais tenho informações e da qual descendo. Todavia, essa será uma publicação diferente, visto que irei abordar um família mais "recente" em relação as demais já descritas por aqui, vos apresento um ramo dos Garcia de Medeiros do Rio Grande do Norte.
José Tibúrcio Garcia de Medeiros se casou com Salustiana da Silva (uns dos meus trisavos). O casal gerou os seguintes filhos:
1. João Salustiano Garcia de Medeiros (?-1923).
2. Isabel Garcia de Medeiros.

Segundo os relatos do meu avô (cresci ouvindo sempre a mesma versão):
  • Salustiana viveu mais de 100 anos de idade;
  • Isabel se casou com um proprietário de terras (talvez um fazendeiro ou dono de sítio), e com o passar do tempo perdeu o contato com a família;
  • João faleceu em 1923 no que é a atual microrregião do Cariri, pertencente ao estado brasileiro do Ceará em uma de suas muitas viagens (era comerciante) próximo da ou na divisa com o estado do Pernambuco;
No que se refere a relatos (orais), estes são verídicos, ainda que com o passar do tempo a real versão da história se perca, fique confusa, imprecisa e até mesmo fantasiosa. Se não fosse algo confiável, a metodologia (μεθοδολογία) ignoraria tudo o que é proveniente da oralidade. O foco desta publicação não é debater sobre metodologia, e sim genealogia (relacionada as minhas origens), portanto tal assunto será retomado.
João Garcia de Medeiros se casou com Joaquina Batista de Andrade (?-1936) e foi pai de vários filhos que serão abordados em um outro momento mais detalhadamente, a prole do casal (que tenho conhecimento) nasceu entre 1910 e 1922.
No que se refere a João, este faleceu quando meu avô ainda tinha 3 anos, portanto aproximadamente em 1923 e a sua esposa (mãe do meu avô) em 1936, quando este tinha por volta de 12 ou 13 anos.

Quanto a José Tibúrcio Garcia de Medeiros (meu trisavô), talvez ele tenha sido um (provável e suposto) descendente de João Garcia de Araújo (1796-?) casado com Maria Francisca de Medeiros (1788-1814), filha de José Inácio de Matos e Quitéria Maria da Conceição, que por sua vez estão citados no blog Mitoblogos (http://bit.ly/2iMivGk).
De acordo com os relatos, o ramo do qual descendo, possui parentes em maior ou menor grau de parentesco nos seguintes municípios rio-grandenses do norte (potiguares):
  • Caicó;
  • Campo Grande;
  • Caraúbas;
  • Jardim de Piranhas;
  • Mossoró;
E outros não mencionados (devido imprecisão de dados e/ou desconhecimento).
José Tibúrcio Garcia de Medeiros e Salustiana da Silva foram descobertos numa cópia da certidão de nascimento do meu avô paterno, portanto tais informações são verídicas.
Vale ainda ressaltar que através das duas gerações descritas acima, o sobrenome Garcia de Medeiros se manteve inalterado de pai para filhos. Talvez isso seja um indício da importância dessa família na região.
E considerando o costume daquela época, talvez Isabel e João, filhos de José Tibúrcio tenham tido outros irmãos e irmãs (porém desconheço informações).
Se houver alguém que queria compartilhar informações, sinta-se a vontade para comentar.

P.S.: Esse texto foi alterado num momento futuro para atualizar informações.