sexta-feira, 26 de abril de 2013

Le lion sang


Tornei hoje a escrever no blog, apenas pausei por tá vivendo o fim de uma faculdade e o começo de um TCC.
Aguardem novos artigos genealógicos em breve, isso quando for possível escrever. Portanto fiquem apostos! :P
A passos lentos, o blog avança em tempos passados na história das minhas famílias ancestrais, que talvez sejam também a de alguns de vocês. :)
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Essa imagem é uma marca (para quem não sabe), e que pra mim lembra vagamente o Cannes Lions (um prêmio publiciário) que espero um dia ganhar! E representa o momento que tô passando, já que no fim deste ciclo serei premiado uashasuhas.
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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Origens da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro

A história dessa antiga paróquia se confunde com o bairro que a abriga e também com parte da biografia do Dr. Cláudio Gurgel do Amaral (1654-1715). Para que haja um bom entendimento, já que tudo tá tão entrelaçado, se faz necessário voltar ao princípio e contar tudo em partes, para que então, quem lê se situe no tempo e no espaço.
Essa publicação pode ficar parecendo um verdadeiro Frankestein, um monstro pertencente a um romance homônimo de estilo gótico escrito pela britânica Mary Wollstonecraft Shelley (1797-1851). Mas minha intenção não é essa. Começo de fato esse texto com uma pergunta ao estilo de uma sabatina.
Onde fica essa antiga e histórica paróquia?  
R= No morro da Glória, São Vicente do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil __________________________________________________________________________
O morro da Glória ao longo dos séculos teve diversos nomes. A princípio era conhecido como Morro de Lerype. Esse nome nada mais é que uma corruptela de Jean de Léry (1536-1613), um navegador e historiador francês pertencente a expedição da França Antártica.  
Segundo este artigo do blog Jornal do Brasil (http://bit.ly/14hGwvJ) o grupo do qual Lery fazia parte, e o de Nicolas Durand de Villegagnon, chefe dos colonos tinham constantes desentendimentos, e o grupo desse último, os forçou o outro gruo a deixar o forte na pequena ilha. Então o grupo de Léry se instalou num lugar chamado "La Briqueterie", enquanto aguardavam transporte para retornar ao Velho Mundo.  
Enquanto esperava o 'resgaste', Léry morou em uma casa de pedra e cal no sopé desse morro, que anteriormente (1556) era uma olaria construída a mando de Villegagnon, isso quem nos conta é Alexandre José de Mello Moraes em Chronica Geral e Minuciosa do Império do Brasil (http://bit.ly/110qRuT).  
Os franceses foram expulsos, mas o nome ficou até que foi mudado, quando se tornou propriedade da viúva Joaquina Figueiredo Pereira de Barros, por herança do marido Joaquim José Gomes de Barros. Antes, pertencera à Marquesa de Paraná, mulher de Honório Hermeto Carneiro Leão, que por sua vez foi Ministro da Justiça aos 31 anos de idade (http://bit.ly/YQvOrN). 
Mas, esse morro é mais conhecido mesmo por abrigar uma paróquia de uma santa, de quem tomou o nome (o bairro seguiu o exemplo). 
Retomando o contexto da paróquia, suas origens são um tanto desconhecidas, mas são atribuídas a um certo Ayres que colocou uma imagem da Virgem Maria numa gruta natural deste morro. Mas as origens históricas remontam a 1671, quando o ermitão Antonio Caminha, natural da cidade portuguesa Aveiro, esculpiu a imagem da santa em madeira e ergueu uma pequena ermida no "Morro do Leripe", onde já existia a gruta, formando-se em torno um círculo de devotos, conforme o site Outeiro da Glória (http://bit.ly/10V5MD7). 
O antigo morro de Lerype (hoje outeiro da Glória), no qual Antônio Caminha fundara a ermida dessa invocação, pertenceu à sesmaria de Julião Rangel de Macedo (1544-1589), cujos herdeiros o venderam à família Rocha Freire. O último possuidor, Gabriel da Rocha Freire, por sua vez o vendeu ao Dr. Cláudio Grugel do Amaral (ás vezes seu sobrenome era grafado dessa forma). 
Por escritura pública em 20 de Junho de 1609, este último fez doação à Irmandade de Nossa Senhora da Glória para que nele "edificar-se uma ermida, que fôsse permanente e não sendo assim ficaria revogada a doação, e com a condição de que na referida ermida lhe dariam sepultura a êle doador e a todos os seus descendentes e a quem lhes parecesse." (Esse texto é bem conhecido e se faz presente na escritura da doação). Para patrimônio da santa, Cláudio fez também doação de terras, no sopé do morro, as quais ele, por escritura de 18 de Fevereiro de 1687, comprara de Manuel Lopes Carrilho, filho de João Lopes. 
Terras essas que consistiam em 100 braças, na praia da Carioca, da chácara denominada Oriente, partindo do lado direito com terras da Carioca de acordo com o site Rememoarte (http://bit.ly/YvMAgH).
Termino aqui mais esta narração, pois minha pretensão era apenas chegar ao ponto em que tudo converge em um conjunto, conforme o filme de 2012, Três Histórias, Um Destino dirigido pelo diretor Robert C. Treveiler, baseado no best-seller de mesmo nome do missionário brasileiro R. R. Soares.
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Esta jóia da arquitetura colonial brasileira é um dos mais característicos monumentos da Cidade Maravilhosa. Dada a sua localização elevada é facilmente visível do Aterro do Flamengo e arredores. Para mais informações arquitetônicas, recomendo leitura no blog Azulejos Antigos no Rio de Janeiro (http://bit.ly/1zb7naC).
Ficou curioso? Confira a localização pelo Google Maps: http://bit.ly/1Jlc4oV.


A planta da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro é formada por dois octógonos. Para saber mais detalhes, acesse o blog Coisas das Arquitetura (http://bit.ly/14DrpYJ).

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Os ramos portugueses da família Gurgel do Amaral

Este ramo tem princípio na segunda filha de Ângela e do Capitão João (citada anteriormente).
Vos escrevo sobre Isabel Gurgel Jordão (1650-?), que foi casada com português João Campos de Matos (1636-?), filho de Manoel Matos Rodrigues e Maria Rodrigues. Esta senhora é também conhecida como Isabel Gurgel do Amaral. Sua descendência:
4.4.1. Cláudio Gurgel do Amaral (1680-?), Procurador Geral da Cidade de Lisboa e Fidalgo da Casa Real, se casou com a portuguesa Brites Tereza de Melo. É frequentemente confundido com o seu tio de mesmo nome. Porém, eles são pessoas distintas. Para mais informações, acesse esse artigo do Ancestry Rootsweb (http://bit.ly/ZPjS58).
4.4.1.1. Maria Joaquina Gurgel de Melo, foi casada com Francisco de Mendonça Arrais de Almeida.
4.4.1.1.1. Antônio Félix de Mendonça Arrais de Almeida

4.4.2. João Gurgel do Amaral (1684-?).

4.4.3. José Correia Gurgel do Amaral (1690-?), Juiz de Fora em Valença do Minho e Juiz dos Órfãos do termo de Lisboa e Ouvidor da Comarca de Sergipe de El-Rei. Se casou com Micaela Caetana de Almeida, filha do Sargento-Mór Miguel Monteiro de Sá e Maria Lobo de Souza (irmã legítima de Manoel Lobo de Souza). Para mais informações, acesse esse outro artigo do Ancestry Rootsweb (http://bit.ly/11ZSzu2). 
4.4.3.1. Francisco do Amaral Gurgel (1738-?), Senhor do Engenho de Santo Antônio do Rio Fundo, na Bahia, Brasil. Foi ele quem requisitou o brasão de armas, alegando ser de família de sangue puro, livre das nações infectas, que foi concedido em 9 de Junho de 1769.

Colocando os fatos em pratos limpos, diante da evidência de alguns genealogistas confusos.
O Dr. José Correia Gurgel do Amaral, veio para o Brasil depois de um desentendimento político, conforme essa passagem, o "desaveio com um alto membro do Concelho Privado de sua Majestade e com êle andou aos bofetes." (Código do Arquivo do Conselho Ultramarino, Vol. XIV).
Vindo para o Brasil, já na companhia de seu filho (1.2.1), o Dr. José já era viúvo e casou-se em segundas núpcias em terras brasileiras (desconheço até então os nomes de possíveis descendentes e de sua progenitora).

Baseado em pesquisas e na obra de Heitor Gurgel, autor de Uma Família Carioca do Século XVI.
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Discordo da obra de Heitor Gurgel em dois pontos:
  1. Em supor que todos os Gurgéis nordestinos descendam de Francisco (o que requereu o brasão de armas). Enquanto estudioso e na qualidade de descendente da família Gurgel do Amaral, e também me baseando na obra de Aldysio Gurgel do Amaral.
  2. Esse ramo não teve princípio em Joana (uma das primas de Isabel), que teve um filho homônimo. Aliás aproveitando a oportunidade citarei aqui mesmo, este outro esquecido ramo português da família.
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Acho que este também pode ser considerado mais um ramo português desta família. Segue linhagem (já citada anteriormente, mas pouco enfatizada):

Capitão André de Souza Cunha se casou em segunda núpcias (com uma das primas da sua primeira esposa), Joana Quaresma do Amaral (5.2.4), filha de Manuel Martins Quaresma e Domingas do Amaral da Silva (5.2). E dela teve:
5.2.4.1. Cláudio Gurgel do Amaral, Procurador da Cidade de Lisboa, foi quem chefiou uma representação popular, para que então, em 1731, o rei pudesse iniciar grandes obras no Aqueduto das Águas Livres, com mais de sete léguas de extensão e cento e nove de cantaria, cujos benefícios á Lisboa foram tão grandes que D. João V de Portugal dizia: - "Se Lisboa é grande, se é populosa, só a esta obra se deveu. Sem esta providência, Lisboa jamais passaria dos limites do bairro Afama, onde sòmente havia quatro chafarizes, alguns poços e cisternas." Essa passagem se faz presente em alguma obra do jornalista, escritor, político e historiador português, D. João Francisco de Barbosa Azevedo de Sande Aires de Campos (1902-1982), mais conhecido pelo pseudônimo literário João Ameal, conforme esse artigo do Infopedia (http://bit.ly/10WODb3). E isso faz sentido, porque também era o 2º visconde e 3º conde de Ameal.
Apenas reforçando, segundo Heitor Luiz: "Êste Cláudio era filho de Joana do Amaral e do ilhéu André de Souza Cunha, ela neta de Méssia Duran e, portanto irmã de Francisco do Amaral Gurgel."

P.S.: Desconheço descendentes deste ramo. Talvez Heitor, se referisse a este ramo quando escreveu: "Hoje, neste ano de 1964, pode-se considerar extinto o ramo português da família Gurgel."

Cláudio Gurgel do Amaral = Doutor = Espadachim = Sacerdote

Segundo minhas pesquisas, Cláudio é o oitavo filho (e também o caçula) do Capitão João Batista de Jordão e Ângela Gurgel do Amaral. Nasceu em 1654 na capital carioca, sua biografia se confunde com a crônica desta cidade.
Pouco de sabe da infância de Cláudio, tudo que o menciona está disperso em vários documentos históricos, catando aqui e acolá, tais registros o apresentam como doutor, homem maduro, casado e com filhos.
Segundo algumas repartições é possível reconstituir parte da sua trajetória:
  • Durante o período de 1º de Março de 1682 a 1º Agosto de 1683, assentou praça de soldado na Companhia do Capitão D. Gabriel Garcez Gralha.
  • Terminando esse tempo, quando então passou para a Companhia do Capitão Francisco Munhoz Corrêa até 30 de Setembro de 1687.
  • Depois disso foi nomeado sucessivamente como Procurador da Fazenda e da Coroa pelos Governadores da Capitania Real do Rio de Janeiro, Pedro Gomes Duarte Teixeira Chaves e João Furtado de Mendonça. Ficando subtendido que já era formado em leis.
  • Tempos depois, o Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, Sebastião de Castro Caldas, o nomeou Provedor da Fazenda Real, acumulando tal ofício com os cargos de Juiz da Alfândega e Contador dela, nos quais esteve "procedendo sempre com zêlo e desintêsse." (Códice LXXVII, Vol. 18, fls. 47 - Arquivo Nacional).
  • Isso, sem contar com os cargos de Vereador e Escrivão da Câmara, "por suas letras e merecimento (...) sem dêles haver qualquer espécie de pecúnia." (Códice LXXVII, Vol. 20, fls. 3v - Arquivo Nacional).
Até aqui vos foi apresentado, o Doutor Cláudio.
Mas, isso não é tudo que a história nos conta. Cláudio era tão famoso, não só pela sua riqueza e posição, ou ainda pela proteção que recebia do Governador Sebastião Caldas. Também o era pela sua coragem!
Em 1695, aportaram na cidade cinco navios franceses, sendo que três deles entraram no porto, então ele (Cláudio) "preveniu-se mandando agregar as principais pessoas ás Companhias das Guarnições e Ordenanças", "tendo sido Cláudio designado para cada uma delas" onde "assistiu por decurso de um mês, à tomada de mantimentos para os ditos navios com todo o cuidado e desvêlo." (Códice LXXVII, Vol. 20, fls. 116 - Arquivo Nacional). 
Por tais coisas, foi nomeado "Cabo de uma Patrulha de Defesa da Praia de Santa Luzia, lugar dos mais arriscados e perigosos, para observar o que lhe encarregava, com reconhecida resolução e pontualidade, dando dêste modo exemplo aos que o seguiam." (Códice LXXVII, Vol. 20, fls. 123 - Arquivo Nacional).
E foi durante o exercício desse complicado ofício que, "em vindo um dos capitães dos navios franceses com lanchas e gente armada para tirar dois de seus patrícios da cadeia da cidade, foi dos primeiros que, com grande valor e destemido ânimo, se pôs em defesa contra a audácia do inimigo." (Códice LXXVII, Vol. 21, fls. 5 - Arquivo Nacional). 
Alguns dias se passam, estando ainda nesta missão e demonstrando mais uma vez, "sua valentia e aptidão militar e de disciplina, sendo tão bom soldado no meter guardas, fazer rondas e sentinela com sua pessoa e escravos." Isso nos relata Vieira Fazenda.
Este ainda não é de todo o Cláudio, isso é apenas o espadachim (na verdade mais uma parte relatada de um traço da sua personalidade). 
Além de contribuir com dinheiro e materiais para fortificações e quartéis (o Forte Carioca, colocado no sopé do atual Morro da Glória foi construído inteiramente a sua custa), ele também era muito religioso.
Cláudio era tão rico que os governadores e os próprios reis portugueses aceitavam-lhe os serviços sem lhe pagar nada, isso é confirmado pela seguinte passagem: "nas comissões e cargos que exerceu não vencia sôldo algum da Fazenda Real mas em trôco gozava de tôdas as honras, privilégios e isenções e liberdades e franquinas." (Códice LXXVII, Vol. 17, fls. 169/171 - Arquivo Nacional).
Viera Fazenda comenta que, "Cláudio exerceu, com zêlo e a solicitude que empregava em tudo em que empreendia, na Ordem Terceira da Penitência, como Ministro durante os anos de 1701 a 1703 e na Irmandade da Misericórdia, para onde entrou em 30 de Março de 1683, foi Mordomo dos Presos, Escrivão e Provedor nos anos compromissais de 1703, 1704 e 1705." E ainda "ressalta o alargamento da velha igreja  da Santa Casa, inutilizando, mediante licença da Câmara, um bêco sem saída que existia ao lado direito do templo. Mas a sua maior demonstração de fé foi quando tomou ordens (tornando-se padre), depois de ficar viúvo.
Cláudio veio a falecer em 19/04/1715, depois de ficar gravemente ferido por conta de uma surra que pegou três dias antes, tendo que ser levado à Santa Casa da Misericórdia (da qual era patrono).
Foi relatada aqui de forma "resumida" parte da vida do Dr. Cláudio Gurgel do Amaral. Pois há episódios de sua vida que merecem ser esclarecimentos de forma detalhada.

Baseado em pesquisas e na obra de Heitor Gurgel, autor de Uma Família Carioca do Século XVI.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Error!
























Que esta publicação represente que este blog (o meu) está sofrendo com o servidor.
Será que são as visitas? :P
Semanticamente falando, eu também tô meio que em pane.
Genealogia é um assunto que requer paciência e dedicação.
Penso que não é uma ciência para qualquer um, pois a afeição precisa ser nata.
Ou seja, você precisa realmente se identificar. #ficadica

"Para escrever algo que preste é preciso deixar sangue e partes de você no papel."
https://twitter.com/renatobagre/status/290720684823425026

P.S.: Novas matérias já estão a caminho. Eu tô tipo esse tweet. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

História do Brasão de Armas das Famílias Figueira e Figueiredo

Algumas origens de famílias são cercadas por belas lendas, relatos esses que podem ser cercados de muitas verdades em meio a fantasias. Comparo isso aquele velho provérbio brasileiro: 'quem conta um conto, aumenta um ponto'.
Mas nos informam os historiadores que certas lendas são de fato históricas. Esse é o caso da lenda chamada Figueiredo das Donas, que deu nome a uma freguesia portuguesa.
  • União de Freguesias de Fataunços e Figueiredo das Donas, que integra o conselho de Vouzela, que pertence ao distrito de Viseu, situado na sub-região Dão-Lafões, que faz parte da região Centro de Portugal.
Maugerato d'Asturies (?-789), filho ilegítimo do Rey Alfonso I d'Asturies com a escrava moura Sisalda, pretendia tornar-se rei. Seu cunhado Silo d'Asturies (?-783) morreu deixando um filho, que foi eleito rei pela nobreza asturiana. Para impedir a coroação de seu sobrinho Addelgaster, Maugerato conseguiu tomar o trono ao pedir auxílio as tropas do Kalifa de Córdiva, Abd-el-Raman (عبد الرحمن). Mediante o vergonhoso tributo anual de 100 donzelas lusitanas para satisfazer os haréns mouriscos.
Em 784, Orélia e mais cinco companheiras foram escolhidas para o tributo daquele ano. Contam os linhagistas (antiga denominação para genealogista) que desesperada, a donzela recorre ao seu namorado, um nobre cavaleiro lusitano de sangue godo, D. Guesto Ansur.
Iam elas passando pela região desta freguesia, acompanhadas e guardadas por 20 mouros e 40 asturianos, todos de cavalaria, além dos guardas de pé. Quando então foram todos surpreendidos pela escolta de uns trinta homens de Lafões (região portuguesa) reunidos as pressas por D. Guesto ao saber da desgraça. A sua ira era tamanha (pelo fato de ser cristão), que ele e seus combatentes mataram quase todos, para que as donzelas pudessem ser libertas. Tudo ocorreu nas proximidades de um figueiredo (ou figueiral).
Mas segundo os dois primeiros versos («No figueyrol de figueyredo – A no figueyrol entrei.») de uma antiga poesia que relata tais feitos, a trama aconteceu de outra forma. D. Guesto no furor da batalha teve sua espada quebrada, e para que pudesse continuar a derramar sangue, acabou por entroncar um grosso ramo d'uma figueira (Ficus carica), continuando ele a esmagar seus inimigos. 
Por esta façanha, D. Bermudo I d'Asturies (descende de Alfonso I), ao se tornar rei, deu em 789, a D. Guesto Ansur, o apelido de Figueiredo (outros ditem, Figueiras) e por armas um ramo de figueira. Depois, na reforma dos brasões, em lugar do ramo, foram 5 folhas de figueira, que ainda hoje são as armas dos Figueiras e Figueiredos.
O mesmo rei determinou que o lugar da peleja se chamasse dali em diante, Figueiredo das Donas. Portanto são estes sobrenomes patronímicos.

P.S.: Este infamante tributo só durou 6 anos, porque, tendo morrido o usurpador Mauregato, em 789, e subindo ao trono D. Bermudo (ou Vermudo) I d'Asturies, só nesse ano foi "quitado" o tributo, porque atacando as tropas do kalifa Abd-el-Raman, junto de Aledo (cidade espanhola), as derrotou, e livrou as raparigas de seu reino de tão humilhante tributo.
Esta é a história da Freguesia de Figueiredo das Donas e do brasão de armas destas famílias.
  • Vila de Aledo, pertencente a comarca de Bajo Guadaletín, situado na província que é simultaneamente a Comunidade Autônoma de Múrcia;

Baseado em pesquisas e no Portal Lendarium (Arquivo Português de Lendas) do Centro de Estudos Ataíde Oliveira (http://bit.ly/12v9ALo).
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Brasão d'Armas: de vermelho com cinco folhas de figueira verde, nervadas e perfiladas de ouro, em sautor. Timbre: dois braços de leão de vermelho, passados em aspa, e cada um com uma folha de figueira de verde nas garras; Ou um braço de azul vestido, com uma ramo de figueira de ouro na mão, folhado de cinco peças de verde;

Fonte: Armorial Lusitano, pág. 211. 

domingo, 7 de abril de 2013

Os Figueiras (e os primeiros Amarais)

Essa família de origem portuguesa teve princípio no Brasil no ano de 1620 (provavelmente na atual capital carioca) com o casamento de Úrsula de Arão do Amaral Molete (1606-1684) com o português Bartolomeu da Silva Figueira (1590-1682). Há ainda, os filhos do primeiro casamento de Bartolomeu com uma senhora de nome desconhecido (ou mesmo com Úrsula). Redivulgarei aqui a descendência do português, até a geração dos seus trinetos, para que a publicação não se torne exaustiva. 

1. Maria Figueira (1623-?), foi casada com Gaspar Álvares de Azevedo (1616-?).
1.1. Bartolomeu Figueira de Azevedo (1647-?), se casou com Lourença da Costa Albernaz (1649-?), filha de Mateus Correia Pestana e Lourença da Costa Albernaz.
1.1.1. Jerônimo Correia Costa (1684-?), se casou com sua prima Luncinda Correia (1688-?), filha de José Correia Pestana (irmão de seu avô materno) e Cecília da Câmara.

1.1.2. Luiz da Costa Homem (1691-?), se casou com Agostinha de Assunção Costa Siqueira, filha de André Siqueira Lordelo e Ângela da Costa. Mais detalhes sobre a descendência do casal em: (http://bit.ly/2xzIKaM) e também no link no fim do texto.
1.1.2.1. Francisco da Costa Albernaz (1726), se casou com Maria de Abreu Rangel, filha de João de Torres Quintanilha e de Joana de Abreu Rangel. Mais detalhes sobre a geração do casal e sobre a ascendência dela em: (http://bit.ly/1TVao92) e também no link do fim do texto.

1.1.3. Alberto Figueira de Azevedo (1693-?), se casou com Ana Barbosa (1705-?), filha do Capitão Francisco Teles Barreto e Maria Barbosa Lima.
1.1.3.1. Maria Figueira (1725-?).

1.1.4. Maria Figueira de Azevedo, foi casada com João Barbosa Del Rio, filho de João Del Rio Álvares e Úrsula Rodrigues.
1.1.4.1. Alonso Barbosa Coutinho (1715-?) se casou com Maria de Abreu Rangel (1725-?), filha de Manuel Rodrigues Ferreira (1691-?) e de Helena de Sá Rangel (1705-?). Os avos paternos de Alonso são o casal de portugueses: Gonçalo Rodrigues e Antônia Martins. Mais detalhes sobre a geração do casal em: (http://bit.ly/1TVao92).

1.2. Bento Figueira de Andrade (1651-?), se casou com Ana da Costa Albernaz (1665-?), que é a irmã mais nova da esposa de seu irmão mais velho. 
1.2.1. Maria Figueira, foi casada com Luiz Gomes Sardinha, filho de Mateus de Moura Varela e Isabel de Andrade do Zouro.
1.3. Nuno Figueira de Azevedo (1652-?). É irmão gêmeo de João (abaixo).

1.4. João Figueira de Azevedo (1652-?), se casou com Ana de Menezes.
1.4.1. Jacinta de Menezes (1678-?), foi casada com seu primo em 4º grau, Gregório Vieira de Magalhães, filho de Inácio Vieira Martins e Ana Lourinho.
1.4.1.1. Antônia Vieira (1699-?).
1.4.1.2. Inácio Vieira (1701-?).
1.4.1.3. Manuel Vieira (1708-?).

1.5. Ana de Azevedo Figueira (1655-?).
1.6. Sebastiana de Azevedo Figueira (1658-?), foi casada com Miguel Gomes Sardinha, filho de Amaro Gomes Sardinha e Antônia da Costa.
1.7. Antônio Figueira de Azevedo (1660-?). 

2. Geraldo Figueira. Ele e sua irmã Maria, são provável prole do primeiro casamento de seu pai, mas pode ser que sejam do segundo, conforme suspeita o renomado genealogista Lênio.
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3. Padre Bento Bravo Figueira (1626-1684).
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4. Diogo Bravo Figueira (1629-?), se casou com Catarina Brites de Azeredo Coutinho (1655-?), filha de Marcos de Azeredo Coutinho e Melo e Paula Rangel de Macedo. Mais detalhes sobre a ascendência dela: (http://bit.ly/1XcvEtN).
4.1. João da Guarda Figueira (1676-1722), se casou com Maria Borges Rocha (1674-?), filha do Capitão Bento Borges Rocha e Lucrécia Viegas Coutinho.
4.1.1. Úrsula Coutinho Figueira (1712-?).
4.1.2. Maria Figueira. É filha de uma Margarida.
4.1.3. Bento Bravo Coutinho.

4.2. Coronel Francisco do Amaral Coutinho (1679-?), se casou com Catarina Madalena Leonor de Aguiar, filha de Manoel Carvalho de Aguiar e Francisca da Silva Teixeira (filha do Capitão-Mór Gaspar Teixeira de Azevedo e Maria da Silva).
4.2.1. Brites Maria Leonor Madalena do Amaral Azeredo, foi casada com o Capitão João Álvares Leite Fidalgo, filho de José Álvares Fidalgo (filho de João Fernandes Fidalgo e Maria Álvares) e Maria Leite da Silva.
4.2.1.1.Comendador Francisco Xavier Leite do Amaral Coutinho (?-1830). Faleceu solteiro.
4.2.1.2. Capitão Dr. José Joaquim Leite do Amaral de Azeredo Coutinho (com geração).

4.2.2. Ana Maria Joaquina de Jesus Menezes do Amaral Coutinho, foi casada com o Dr. Antônio Mendes de Almeida, filho de Ventura Rodrigues Velho e Cecília Mendes de Almeida. Para mais detalhes sobre a ascendência/descendência de Cecília, acesse (http://bit.ly/2x7Xb8p).
4.2.3. Capitão Benedito do Amaral Coutinho (?-1784), se casou com Mariana de Albuquerque, filha do Dr. Antônio da Silva Pereira (filho do Capitão-Mór Antônio da Silva Pereira e de Ana Bezerra Pessoa) e Mariana de Albuquerque Rolim de Moura (filha do Comissário Geral Manuel de Albuquerque da Silva e de Margarida Rolim de Moura) (com geração).

4.3. Sargento-Mór Bento do Amaral Coutinho (1683-1711), figura histórica, célebre Herói das invasões francesas, também conhecido por ser o autor do sangrento e triste episódio da Guerra dos Emboabas: o Capão da Traição.
4.3.1. Bento do Amaral Coutinho, se casou com Isabel Pinto do Amaral. (O genealogista Lênio acredita que pode ser tanto filho, quanto sobrinho).
4.3.1.1. Catarina da Fonseca do Amaral (1728-?), foi casada com Baltazar Ferreira Pedroso, filho de Antônio Cardoso Pissarro e Mecia de Azeredo Coutinho. Pais de: Rosa.

4.4. Ana do Amaral Coutinho (1686-1711), foi casada com Sargento-Mór Gaspar de Brito Soares, viúvo de Maria da Silva (falecida em Angola), filho de Cosme de Brito e Maria de Abreu.
4.4.1. Gaspar de Azeredo Coutinho (1707-1711).
4.4.2. Maria Josefa de Azeredo Coutinho (1710-?), foi casada com Antônio Caetano Pinto Coelho (1671-?), filho de Francisco Pinto Coelho e Maria de Castro e Silva.
4.4.2.1. Francisco Pinto Coelho do Amaral Coutinho.
4.4.2.2. Capitão-Mór João Manuel Pinto Coelho do Amaral Coutinho (?-1808).
4.4.2.3. Ana Maria Josefa Coutinho.
4.4.2.4. Coronel Luiz José Pinto Coelho da Cunha, se casou com Antônia Joana de Miranda e Costa, filha de José Ferreira da Costa e Leonor de Miranda (com geração).

4.5. Antônio de Azeredo Coutinho Figueira (1689-1720), se casou com Joana Maria Soberal Sá, filha do Luiz Barbosa de Sá e Maria Correia da Silva. Ela se casou pela segunda vez em 1722 com o Capitão Jacinto Pinto de Magalhães. Sem geração dos dois matrimônios. Para mais informações sobre a ascendência dela, acesse (http://bit.ly/2vHNCJu).

4.6. Bartolomeu Figueira Coutinho.

4.7. Joana Coutinho (filha de Maria Arouca), foi casada com Anacleto de Oliveira, filho de Manuel de Oliveira e Maria de Medina..
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5. Ana Figueira (1638-1662).

6. Frei Pedro da Rocha Figueira (1642-1684).

7. Dr. Antônio Coutinho Figueira (1646-?), participou de forma (in)direta do assassinato do Provedor da Fazenda Real do Rio de Janeiro, Pedro de Sousa Pereira em 1687.

8. Padre João da Guarda Figueira, pertencente a Companhia de Jesus.

9. Frei Francisco Antoninho Figueira.

Fonte: http://bit.ly/10DM39f
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Suposições


Seria Luiz Gomes Sardinha parente (irmão) de Amaro Gomes Sardinha?
Seria Mateus Correia Pestana parente de Maria Correia da Silva?
Seria Isabel Pinto do Amaral descendente de Toussaint Grügel?
Seria Maria Barbosa Lima parente de João Barbosa Del Rio?
Seria Mariana de Albuquerque Rolim de Moura, descendente do português Lopo de Albuquerque (1440 - ?).
Seria Gaspar Álvares de Azevedo parente de João Del Rio Álvares ou José Álvares Fidalgo?
Possa ser que uma ou outra suposição tenha passado desapercebida. Meu fundamento principal é a minha intuição motivada pelo simples fato de que em tempos passados, casamentos eram formas de (re)afirmar alianças entre famílias! Sem contar que todos os membros citados nesta seção são da mesma região.

sábado, 6 de abril de 2013

Brasão de Armas da Família Nogueira



Escudo d'Armas: de ouro, com banda axadrezada de verde e de prata de cinco ordens, a do meio hé coberta com uma cortiça de vermelho. Timbre: dois ramos de nogueira passados em aspa, com seus ouriço em sua cor; ou cabeça e pescoço de serpe de ouro, xadrezada de verde, saindo-lhe da boca um ramo de nogueira da sua cor.
REGISTRADAS NO LIVRO DO ARMEIRO-MÓR EM PORTUGAL, CARTÓRIO DA NOBREZA, À FL. 83-r.


Fonte: http://bit.ly/2ipUWp1

Os Figueiras de Braga

Descende dessa família o português Bartolomeu Figueira da Silva (1560-1682), casado com Úrsula de Arão Amaral Molete (1606-1684), com numerosa prole. São os seus ascendentes:

1. Geraldo Figueira da Silva, Fidalgo da Casa Real, se casou com Isabel Gomes (nascida em Lamelas), filho de:
1.1. Diogo da Figueira, Deão da Sé de Braga, filho de:
1.1.1. Fernão Figueira, se casou com Leonor Tomirronquilha, sobrinha do Pronotário D. João da Guarda. filho de:
1.1.1.1. Lopo Figueira, espanhol que assentou casa na cidade portuguesa, Braga em 1486.

1.1.1.2. Isabel Díaz Lamaya, filha de:
1.1.1.2.1. Afonso Díaz Lamaya, Mordomo-Mór de D. João Manoel.

2. Ana Bravo Coutinho, filha de:
2.1. Simão Freire de Sousa, Capitão de Braga. No tempo do Rei D. Sebastião de Portugal, Simão ficou cativo na Batalha de Alcácer-Quibir em 1587, filho de:
2.1.1. Gregório da Costa Sousa, filho de:
2.1.1.1. João Pereira de Andrade.

2.2. Antônia da Fonseca, filha de:
2.2.1. Antônio da Fonseca Coutinho, Arcebispo da Fonte Arcada, filho de:
2.2.1.1. D. Francisco da Fonseca.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Títulos Perdidos

Lisboa foi fundada por fenícios, conheceu seu esplendor com o Império Português do Ultramar. As principais cidades do país com seus monumentos antigos e ruas pitorescas nos dão testemunho do seu rico passado. Infelizmente, no primeiro dia de Novembro de 1755 ás nove horas e quarenta minutos da manhã, ocorreu um terremoto que destruiu metade da capital portuguesa que foi reconstruída posteriormente de acordo com o estilo nobre do século XVIII. Os sismólogos, o classificaram séculos depois como que sendo de magnitude 9 de acordo com a Escala de Charles Francis Ritcher (1900-1985).
Pedro Taques de Almeida Paes Leme, nascido em 1714, na cidade de São Paulo, e falecido em 1777, sobrinho-neto de Fernão Dias Paes, "O caçador de Esmeraldas". Taques é considerado um dos maiores genealogistas brasileiros. Ele criou uma obra a respeito dos primeiros povoadores de São Paulo, Ilha de Santa Catarina, etc, quase todos chegados entre 1502 e 1532. Seus escritos tratam de 130 a 140 famílias. Infelizmente, apenas 30 títulos contidos em três tomos chegaram ao nosso tempo (são os únicos disponíveis nas livrarias). Consta nas crônicas familiares que em 1755, quando estava na capital de Portugal, tentando publicar a sua obra, houve o chamado "grande terremoto de Lisboa", quando grande parte da cidade pegou fogo, por causa das quedas dos candelabros e lampiões, que eram usados na época, estando entre as casas sinistradas, a da senhora paulista na qual Taques estava hospedado. Acredita-se que a parte que restou, foi a que tinha sido copiada pelo Bispo de Coimbra, Dr. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho, Conde de Arganil, seu parente, de família do Rio de Janeiro, que foi guardada pela família deste, sendo publicada pela primeira vez, por volta de 1900.
Prossigo esse artigo elogiando desde já, o genealogista Lênio Luiz Richa, membro do Colégio Brasileiro de Genealogia e da Associação Brasileira dos Pesquisadores de História e Genealogia, pelo brilhante trabalho de tentar reconstituir os volumes queimados de "Nobiliarquia Paulistana Histórica e Genealógica" de Pedro Taques. 
Lênio deixou disponível online, um trabalho bastante preliminar e informal, que ainda sofrerá muitas alterações e acrescentamentos, que para mim é de uma importância inestimável aos amantes de genealogia e história brasileira, façanha essa conhecida como "Títulos Perdidos" (http://bit.ly/16zj1cU).

Alguns trechos iniciais foram baseados na Enciclopédia Universal de Pesquisa, verbete Portugal, da Editora Fase Ltda e também em pesquisas na enciclopédia colaborativa online Wikipédia.

Origem do sobrenome Nogueira

Para começar esse texto, terei que descrever parte da história dos sobrenomes, e para não me alongar no artigo, escreverei especificamente sobre o que é um toponímico de forma bem resumida segundo a enciclopédia colaborativa online Wikipédia. Esse tipo de denominação, nada mais é que um sobrenome que descreve a origem geográfica de um clã, seja ela o nome de uma aldeia, vila, cidade, região, rio e etc. Lembre-se que:
  1. Nem todas as localidades que originaram tais famílias podem ainda existir;  Se conseguiram se manter, o nome original pode ter mudado com o tempo ou mesmo podem estar inabitadas há séculos. 
  2. Esteja ciente também que se uma pessoa tem o mesmo sobrenome, ela não é obrigatoriamente descendente do mesmo ramo que você, ou ainda que ela possui algum grau de parentesco com você.
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 Teorias

De acordo com pesquisas na internet, especialmente o Blog da Família Nogueira (http://bit.ly/1Dfnljc). O referido sobrenome é de origem toponímica, ou seja:
  • Ou surgiu quando alguém o tomou de uma vila/cidade, seja porque lá vivia, porque lá nasceu (e depois se mudou) ou porque de lá eram seus pais.
  • Ou os que possuem este nome de família o tomaram da árvore (que produz a noz), seja por comercializarem nozes ou simplesmente por que viviam próximos a uma região onde tal vegetação era predominante.
  • Ou ainda porque os antigos judeus europeus, ao se converterem ao cristianismo (forçadamente), devido as perseguições, adotavam sobrenomes típicos do país, para que assim 'se confundissem com os nativos'. Tudo era uma questão de sobrevivência em tempos difíceis.
Essa família possui origens muito antigas. Já existia quando Portugal ainda era o embrionário Condado Portucalense, feudo concedido pelo Rey D. Alfonso VI de León, Castilla y Galicia ao nobre francês D. Henrique de Borgonha (1066-1112), descendente de uma casa ducal, que o auxiliou na Reconquista da Península Ibérica (e também no combate aos mouros).
Segundo mais um artigo de Djamira Sá Almeida no WebArtigos (http://bit.ly/1EN2TY5), há uma lenda acerca da origem desta família. Os que receberam tal nome eram cristãos novos expulsos d'Israel que lutaram contra os infiéis, no tempo de Dª. Teresa de León, Condessa de Portucale, que os comparou com a árvore (Juglans regia) que produz a noz devido a virilidade e o físico forte dos membros desta linhagem. A condessa deu-lhes em 1125, o castelo de Alpreado e sucessivamente outros castelos de fronteira.
Mas a versão mais conhecida é a de que descendem de D. Mendo Paes Nogueira, sobrinho de D. Mendo Nogueira, Chevalier l'Ordre du Temple, em 1089. Seu solar é a torre de Nogueira, na ribeira do Rio Minho.
Há indícios de que a família Nogueira que veio para o Brasil, seja originária de um único tronco estabelecido no atual estado do Rio de Janeiro e também na região conhecida como Brás, bairro da Grande São Paulo, que tem este nome em homenagem ao seu fundador, o português José Brás, bandeirante do século XVII . Desta região do Brás, ponto de parada dos viajantes, a família Nogueira se desmembrou, possivelmente uma parte desbravou a região de Bragança Paulista e a outra a região de Itapetininga, e a partir dai ramificou-se mais e mais.
Esses Nogueiras dispersaram-se para o Baependi nas Minas Gerais e fixaram residências às margens do Rio São Francisco, no estado do Ceará e da Bahia, e também no estado do Paraná, do Maranhão, do Pará e de Pernambuco onde muitos casamentos aconteceram entre as famílias Sá, Pereira e Araújo.
Esta família desbravava terras, vendendo-as aos primeiros moradores e também as doavam para formar freguesias. Por isso, historicamente, os Nogueira, assim como outras antigas famílias (Almeida, Bueno, Abreu, Correia, etc.) ficaram conhecidas como fundadoras de povoados e construtoras de vilas brasileiras.
Há um ramo desta família, do qual descendo que escreverei em separado futuramente.
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Caro leitor, o deixo admirando esta suntuosa nogueira com mais de cinco metros de perímetro de tronco, fotografada pelas lentes de António Monteiro nos confins da Freguesia de Vila Chã, Trás-os-Montes, Portugal. Confira mais fotos em Árvores de Portugal http://bit.ly/16Cs132 :)